Revista Profissional do Exército dos EUA

Edição Brasileira

O Batalhão de Inteligência Militar do 75o Regimento Ranger (Comandos)

Modernização para o Combate em Múltiplos Domínios

Maj Paul A. Lushenko, Exército dos EUA

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Soldado realiza comando crawl (com via equipada) durante a fase de instrução em operações de montanha da Ranger School em Camp Merrill, Dahlonega, Estado da Geórgia, 21 Fev 11. Os integrantes do Batalhão de Inteligência Militar do 75o Regimento Ranger recebem o mesmo treinamento que os militares das armas combatentes designados aos Batalhões de Comandos, incluindo os cursos de paraquedistas e de comandos do Exército dos EUA. (Foto de John D. Helms, Exército dos EUA)

Ofoco dado às operações de contrainsurgência e contraterrorismo desde os atentados do 11 de Setembro reduziu a prontidão da Força, segundo o General de Exército Mark Milley, Chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos da América (EUA) [equivalente ao Comandante do Exército no Brasil — N. do T.]. De acordo com a definição de Milley, prontidão é, de modo geral, a capacidade do Exército para executar seu propósito organizacional e cumprir sua missão1. A missão doutrinária do Exército dos EUA consiste em combater e vencer as guerras da nação por meio do combate terrestre continuado, como um componente da força conjunta2. A consequência mais grave do déficit em prontidão do Exército é sua incapacidade de sobrepujar a letalidade de adversários com poder de combate quase equiparado, incluindo as chamadas “quatro grandes ameaças”: China, Irã, Coreia do Norte e Rússia. A estratégia de modernização do Exército dos EUA, publicada em 03 Out 17, foi formulada com o intuito de garantir que todos os militares e unidades estejam preparados para enfrentar essas e outras ameaças. Esse objetivo principal depende de diversas prioridades, incluindo a otimização do desempenho humano e criação de uma “rede” habituada a ambientes operacionais caracterizados por um espectro eletromagnético negado ou degradado3.

Um exemplo recente da modernização do Exército dos EUA foi o estabelecimento do Batalhão de Inteligência Militar do 75o Regimento Ranger (Comandos)*, ou BIM/Rgt, em 22 Mai 17 em Fort Benning, no Estado da Geórgia. A meu ver, além de contribuir para a prontidão do Regimento Ranger por meio da experimentação e inovação, o BIM/Rgt também oferece lições úteis à estrutura geral do Exército e novos conceitos operativos para ajudar a sobrepujar os adversários com poder de combate quase equiparado.

O mais avançado entre esses conceitos é, possivelmente, o Combate em Múltiplos Domínios. Segundo o então Comandante do Comando de Instrução e Doutrina do Exército dos EUA (U.S. Army Training and Doctrine Command — TRADOC), General de Exército David Perkins, esse conceito “permite que as forças norte-americanas tirem proveito dos pontos fortes em qualidade e adestramento de pessoal, para superar adversários em manobra de modo físico e cognitivo, empregando armas combinadas entre e dentro de todos os domínios” [domínios terrestre, naval, aéreo, espacial e cibernético — N. do T.]4. Por um lado, em consonância com o conceito de Combate em Múltiplos Domínios, o BIM/Rgt estimula novas práticas de obtenção, exploração e análise, para capacitar as operações especiais, incluindo ataques letais, incursões e operações cibernéticas ofensivas que apoiam a letalidade do Exército5. [Cabe observar que o Ciclo de Intlg no Brasil é composto de 4 etapas (orientação, obtenção, produção e difusão) — N. do T.] Por outro lado, o BIM/Rgt oferece conjuntos de capacidades adaptáveis, distribuíveis e interdependentes ao Exército e à força conjunta. Suas frações “congregam indivíduos e equipes e seus respectivos equipamentos segundo os requisitos de missão identificados, que abrangem o espectro dos conflitos e possibilitam uma resposta de múltiplos escalões, conjunta e/ou multinacional”6. Destacamentos organizados por conjuntos de capacidades constituem um útil paradigma operacional para apoiar o objetivo do Exército de projetar poder em múltiplos domínios, a fim de derrotar, de modo decisivo, as ameaças à segurança nacional dos EUA e contribuir para a segurança global7.

A análise a seguir se divide em três partes. Primeiro, examina-se a formação periódica de unidades de Comandos pelo Exército dos EUA, com o objetivo de contextualizar a importância do Regimento Ranger e seu novo Batalhão de Inteligência Militar. Em seguida, o artigo esmiúça o BIM/Rgt, enfocando sua abordagem quanto à obtenção, exploração e análise, visando ao intercâmbio de práticas com as forças convencionais que possam ajudar o Exército a preencher sua lacuna em prontidão. O artigo conclui com uma breve descrição sobre a contribuição central do BIM/Rgt ao conceito de Combate em Múltiplos Domínios: os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades.

[* Equivale a uma brigada de comandos e é composto, atualmente, de um batalhão de tropas especiais e três batalhões de comandos. — N. do T.]

Rangers Abrem o Caminho”

Empregado por guardas-florestais ingleses no século XIII, o termo “ranging” (percorrer, explorar) descrevia a atividade de patrulhamento com o intuito de impedir a caça ilegal e proteger-se contra saqueadores8. Colonos rebeldes, incluindo o Coronel Daniel Morgan e Francis Marion, adotaram a prática durante a Guerra de Independência dos EUA, para superar as vantagens em equipamentos, adestramento e efetivos do Exército britânico. O Coronel Thomas Knowlton, que serviu sob as ordens do General George Washington e é considerado o primeiro oficial de inteligência ranger, estabeleceu uma rede de informantes para possibilitar emboscadas e incursões contra os britânicos. Essas táticas de guerra irregular representavam um importante pilar da estratégia de Washington de “desgastar a determinação dos britânicos por meio de ações graduais e persistentes contra a periferia de seus exércitos”9. Além da inconteste derrota da Grã-Bretanha em 1783, devido, em parte, às práticas não convencionais das forças regulares e guerrilheiras de Washington, o comando do Exército dos EUA criou unidades de comandos em momentos decisivos da história da Força.

Embora os exércitos da Confederação e da União houvessem feito uso de “ações do tipo comandos” durante a Guerra Civil dos EUA entre 1861 e 1865, o Exército não constituiu organizações semelhantes até a Segunda Guerra Mundial. O General de Exército George C. Marshall, então Chefe do Estado-Maior, formou uma unidade calcada no modelo dos comandos britânicos para adquirir experiência em combate antes de invadir a Europa. A ativação do 1o Batalhão Ranger em junho de 1942 pelo Tenente-Coronel William O. Darby marca a era moderna dos comandos no Exército dos EUA. Em função de seu êxito durante a Operação Torch no norte da África em novembro de 1942, o General de Exército Dwight D. Eisenhower instruiu que Darby estabelecesse mais dois batalhões. Os “Darby’s Rangers” (“Rangers de Darby”) foram unidos ao 3o e 4o Batalhões para formar a 6615a Força de Comandos. Tragicamente, ela foi dizimada na Itália, na Batalha de Cisterna, em janeiro de 194410. Cinco meses depois, o 2o e 5o Batalhões participaram da invasão da Europa conhecida como Operação Overlord. Os historiadores atribuem ao 5o Batalhão o lema do 75o Regimento Ranger, “Rangers Abrem o Caminho”, quando o subcomandante da 29a Divisão de Infantaria (DI), General Norman Cota, ordenou que aquele batalhão abrisse caminho a partir da Praia de Omaha, em meio à forte resistência alemã11.

O Exército também havia criado o 6o Batalhão Ranger no Pacífico, e foi formada uma unidade provisória com remanescentes de outras frações, a 5307a, pelo General de Divisão Joseph “Vinegar” Stillwell em janeiro de 1944, com o objetivo de interromper as linhas de suprimento do Japão no Teatro de Operações (TO) China-Birmânia-Índia. Os “Merrill’s Marauders” (“Saqueadores de Merrill”), cujo nome alude ao comandante da unidade, General Frank Merrill, eram a única força terrestre norte-americana no TO. Como tal, afirma Barbara Tuchman, ela “atraiu uma parcela maior de atenção por parte da imprensa e da história do que qualquer unidade de dimensão semelhante em qualquer outro local”12. Isso inclui a dramatização de suas ações em um filme de 1962, Merrill’s Marauders [intitulado “Mortos Que Caminham” no Brasil — N. do T.], que, segundo alguns historiadores, encobriu falhas no comando da unidade, culminando na conquista do campo de pouso Myitkyina em maio de 1944 a um custo consideravelmente alto para os extenuados comandos remanescentes13. Considerado a “joia estratégica do norte da Birmânia”, o campo de pouso proporcionava ao Japão uma ponte entre a China e a Índia14. Os batalhões de comandos foram dissolvidos após a capitulação da Alemanha e Japão em 1945, mas surgiram de novo durante as Guerras da Coreia e do Vietnã15. Até então, as unidades de comandos eram formadas ocasionalmente e possuíam caráter efêmero. Não dispunham de um enquadramento organizacional fixo ou de programas de instrução padronizados, e seu emprego se dava, sobretudo, de forma empírica16.

O General de Exército Creighton Abrams reativou o 1o e 2o Batalhões Ranger em 1974, durante sua gestão como Chefe do Estado-Maior. Sua intenção era a de que os batalhões suprissem as deficiências em prontidão após a Guerra do Vietnã, ao incutir maior profissionalismo por meio do treinamento centrado no desempenho17. A “Abrams Charter” (“Carta de Abrams”) idealizou esses batalhões como “um modelo a ser seguido pelo Exército”, exigindo que os comandantes treinados na unidade “retornassem ao Exército convencional para passar adiante sua experiência e expertise18. O General de Exército John Wickam Jr. e o General de Exército Gordon Sullivan, que serviram, respectivamente como 30o e 32o Chefes do Estado-Maior, codificaram a intenção de Abrams em suas próprias diretrizes. Além disso, identificaram o 75o Regimento Ranger — cujo quartel-general foi estabelecido em 1984, junto ao 3o Batalhão Ranger — como um importante ponto de inflexão entre as forças convencionais e de operações especiais19. O Regimento Ranger evoluiu desde então e hoje representa a opção mais ágil em operações de entrada forçada* para as Forças Armadas dos EUA20. Está preparado para conduzir operações nos escalões pelotão a regimento em qualquer parte do mundo, dentro de um prazo de 18 horas após seu acionamento. O regimento demonstrou, recentemente, sua capacidade para conquistar campos de pouso inimigos, por exemplo, no Afeganistão e Iraque. O acréscimo de um Batalhão de Inteligência Militar constitui o mais recente ajuste estrutural do Regimento, destinando-se a assegurar letalidade em meio ao que constitui, possivelmente, uma mudança no caráter da guerra. Isso confere maior precisão em múltiplos domínios, possibilitada por uma proliferação de sensores.

[*Segundo o DOD Dictionary of Military and Associated Terms: “Conquistar e manter, contra oposição armada, uma área designada, em uma região hostil ou potencialmente hostil, que permita o desembarque contínuo de tropas e material e forneça espaço de manobra para operações subsequentes, ou forçar acesso em uma área negada para possibilitar movimento e manobra, a fim de cumprir a missão.” — N. do T.]

Criação do Batalhão de Inteligência Militar do 75º Regimento Ranger

Entre 1984 e 2007, o Regimento Ranger dividia o treinamento e as operações de inteligência entre seções de inteligência dos batalhões e um Destacamento de Inteligência Militar incorporado ao quartel-general regimental. Os ciclos alternados de adestramento e desdobramento restringiam a capacidade do oficial de inteligência do Regimento para sincronizar múltiplos escalões de operações de inteligência em apoio às demandas prioritárias do comandante. O estabelecimento de um batalhão de tropas regimentais em 2007 reuniu a maioria das funções, efetivos e capacidades de inteligência do Regimento em uma Companhia de Inteligência Militar. Contudo, a ativação do Batalhão e da Companhia não melhorou a supervisão administrativa do treinamento e operações de inteligência do Regimento conforme o pretendido21. Às vezes, as unidades exacerbaram a tensão entre a intenção do oficial de inteligência do Regimento, de padronizar o recrutamento e treinamento de analistas, e o interesse dos batalhões em manter sua autonomia. Esse desafio organizacional, aliado a várias considerações adicionais, estimulou o então Comandante do Regimento, Coronel Marcus Evans, a recomendar que o Comando de Operações Especiais do Exército dos EUA ativasse, provisoriamente, o BIM/Rgt22.

Primeiro, o BIM/Rgt capacita o Regimento a entender e operar melhor no domínio cibernético. Segundo, ao possibilitar um comando de missão [comando e controle] mais amplo da função de combate inteligência, o BIM/Rgt confere ao Comandante do Regimento maior flexibilidade para ajustar, rapidamente, o foco analítico contra ameaças emergentes, integrando, ao mesmo tempo, lições das operações correntes. Por fim, o BIM/Rgt facilita uma coordenação mais constante com o setor institucional de inteligência do Exército dos EUA e suas principais entidades, incluindo o Centro de Excelência de Inteligência e o Comando de Inteligência e Segurança.

Figura. Organograma simplificado do Batalhão de Inteligência Militar do Regimento

Caso aprovado pelo Departamento do Exército, o BIM/Rgt será oficialmente ativado em 2019 sob o comando de um tenente-coronel e um command sergeant major [graduação sem equivalente no Exército Brasileiro — N. do T.], selecionados por uma comissão de unidades de missões especiais. A missão do BIM/Rgt é recrutar, treinar, desenvolver e empregar comandos altamente treinados e especializados para conduzir operações de inteligência, vigilância, reconhecimento, cibernética e guerra eletrônica no amplo espectro, com o intuito de aumentar a consciência situacional do Comandante do Regimento e contribuir para o seu processo decisório. Algo crucial para a missão do BIM/Rgt é incutir a cultura centrada nos padrões do Regimento Ranger, codificados no Ranger Creed (“Credo dos Comandos”), formulado pelo 1º Batalhão Ranger em 1975. A conformidade com esse etos, que enfatiza a disciplina, a resiliência e o aprendizado, capacitará o BIM/Rgt a equilibrar competências técnicas e táticas, para gerar a confiança em todos os Batalhões de Comandos, outras forças de operações especiais e o corpo de inteligência do Exército dos EUA. Isso significa que a designação do pessoal de inteligência ao BIM/Rgt depende de que os indivíduos em questão sejam aprovados no Ranger Assessment and Selection Program (Programa de Avaliação e Seleção de Comandos), que consiste em uma comissão de avaliação para oficiais e graduados23. Após a finalização desse processo de credenciamento, o pessoal do BIM/Rgt passará pelo mesmo tipo de treinamento que os militares das armas combatentes designados aos Batalhões Ranger, incluindo os cursos de paraquedistas e comandos. Quando for estabelecido formalmente, o BIM/Rgt compreenderá três companhias e manterá um efetivo total equivalente a um batalhão de inteligência convencional designado a uma das três brigadas de inteligência militar expedicionárias da Ativa do Exército dos EUA (veja a figura). Atualmente, o BIM/Rgt consiste em um destacamento e duas companhias.

O Comando do Regimento Ranger se prepara para desfraldar a bandeira do Batalhão de Inteligência Militar do Regimento, durante a cerimônia de ativação do Batalhão em Fort Benning, Geórgia, 22 Mai 17. (Foto cedida pelo 75o Regimento Ranger)

O estado-maior e grupo de comando são incorporados ao Destacamento de Comando. O Destacamento dirige o recrutamento e gestão dos oficiais e soldados de inteligência do regimento; sincroniza o treinamento e as operações de inteligência em toda a unidade e junto a outras forças de operações especiais e convencionais; e funciona, ainda, como sua seção de inteligência. Isso significa que o comandante do batalhão também atua como oficial de inteligência do Regimento; o subcomandante e oficial de operações do batalhão servem como assistentes; e todos os três são designados como principais oficiais de inteligência de uma força-tarefa conjunta de operações especiais. A Companhia de Inteligência Militar, procedente do batalhão de tropas regimentais, é o alicerce do BIM/Rgt. Possui a maior quantidade de efetivos e capacidades em todo o Batalhão, incluindo analistas de todas as fontes, analistas geoespaciais, agentes de obtenção de inteligência humana e sistemas aéreos remotamente pilotados (SARP). Isso permite que a companhia efetue a obtenção multidisciplinar e a análise de todas as fontes, além de prover uma capacidade expedicionária de obtenção e de processamento, exploração e difusão (PED) de imagens, para possibilitar o treinamento e operações do Regimento.

A Companhia de Atividades Cibernéticas e Eletromagnéticas (Cyber-Electromagnetic Activities — CEMA) integra e sincroniza a cibernética, guerra eletrônica, inteligência de sinais e vigilância técnica em apoio aos objetivos do Comandante do Regimento. Os efetivos e capacidades pertencentes a essa companhia ficam, normalmente, separados e distribuídos entre múltiplos escalões, sem um agente de coordenação. Essa subunidade está, portanto, na vanguarda com respeito ao cumprimento da intenção do Exército dos EUA, de estabelecer uma capacidade de atividades cibernéticas e eletromagnéticas dentro das formações táticas24. Conforme demonstrado em operações contra o Estado Islâmico (EI) no Oriente Médio e Ásia Meridional, ela também promove a capacidade do Exército para combinar a guerra eletrônica e a inteligência de sinais em apoio à seleção de alvos para ação letal por meio de tecnologias e táticas diferenciadas. A missão da Companhia CEMA é possibilitada pela unificação dos efetivos e capacidades de guerra eletrônica, inteligência de sinais e vigilância técnica; introdução de pessoal da área cibernética; e parcerias mais amplas com o Comando de Inteligência e Segurança; Comando Cibernético e outras forças de operações especiais.

A Abordagem Ranger Quanto ao Ciclo de Inteligência

Embora projetada para as operações especiais, a abordagem do BIM/Rgt com respeito ao Ciclo de Inteligência — que consiste em etapas de obtenção, exploração e análise — pode ajudar o Exército a sobrepujar adversários com poder de combate quase equiparado, devido à maior interoperabilidade do Regimento com as forças convencionais. Vejamos as práticas inovadoras do BIM/Rgt em cada fase do Ciclo de Inteligência.

Obtenção. O BIM/Rgt continua a inovar táticas, técnicas e procedimentos com o intuito de acelerar a capacidade do Exército para localizar e fixar combatentes inimigos. O treinamento e as operações contra o Estado Islâmico (EI) demonstram várias contribuições para a prontidão do Exército. A Companhia de Inteligência Militar conduziu experiências, recentemente, com um pequeno SARP, o Puma, para proporcionar vídeos full-motion confiáveis e em tempo hábil aos comandantes de pelotão e companhia, frequentemente localizados em terrenos inóspitos, longe do comando. Embora aplicável ao espectro das operações, o Puma é particularmente relevante para as operações de entrada forçada realizadas pelo Regimento e outras forças de resposta global, incluindo a 82a Divisão Aeroterrestre e a 173a Brigada Aeroterrestre.

A Companhia de Inteligência Militar testou sua capacidade para integrar dois operadores para lançar o Puma de paraquedas com comandos durante um cenário de adestramento de conquista de campo de pouso. Os operadores acionaram o Puma dez minutos depois da aterragem e proporcionaram ao comandante da força terrestre uma consciência situacional quase instantânea do terreno e do inimigo. Evidentemente, o Puma é apenas uma das soluções disponíveis, e existem aeronaves mais compactas. Contudo, o Puma fornece aos comandantes das tropas desdobradas no terreno maior alcance e capacidade de sobrevivência, o que faz dele o recurso de obtenção tática mais vantajoso atualmente, segundo os testes. Para facilitar treinamentos e operações semelhantes por todo o Exército, a Companhia de Inteligência Militar está trabalhando junto ao Maneuver Center of Excellence (Centro de Excelência de Manobra), para formular a doutrina que servirá de base para o emprego de pequenos SARP. A Companhia também desenvolveu uma capacidade expedicionária de PED essencial ao emprego dos sistemas pertencentes ao seu pelotão de SARP. Esse avanço foi idealizado para superar um problema que ameaça prejudicar a imagem das células de PED do Exército. É difícil estabelecer um entendimento compartilhado entre os comandantes de missão, operadores de aeronaves e analistas geoespaciais. A capacidade de PED da Companhia de Inteligência Militar consiste em dois analistas geoespaciais equipados com um sistema portátil que inclui ferramentas geoespaciais e analíticas. O posicionamento de analistas geoespaciais no mesmo local que o comandante da missão permite que ambos se mantenham cientes de todos os fatos da missão, fornecendo um contexto fundamental, muitas vezes não disponível. Uma companhia de inteligência militar convencional pode adotar essa prática, presumindo-se que ela também possua um pelotão de SARP, tenha acesso a analistas geoespaciais e empregue sistemas de análise expedicionários.

A Companhia CEMA também reúne disciplinas distintas de obtenção, concebidas para operar no espectro eletromagnético. Ela exerce essa capacidade mediante a integração de agentes de obtenção de inteligência das áreas cibernética, de guerra eletrônica, de inteligência de sinais e de vigilância técnica em uma força-tarefa de reconhecimento especial. A força-tarefa é capaz de infiltrar territórios hostis para possibilitar a busca e exploração de informações sigilosas e operações seletivas contra as redes de computadores e de comunicações do inimigo. Recentemente, a Companhia CEMA aumentou o realismo de um adestramento de conquista de campo de pouso para um Batalhão de Comandos ao reproduzir as configurações de rede e protocolos de comunicação empregados por adversários com poder de combate quase equiparado. A Companhia CEMA também integrou sua força-tarefa de reconhecimento especial no adestramento. A força-tarefa empregou capacidades especiais, fornecidas por órgãos nacionais, para executar buscas nos sistemas de comando e controle do inimigo e facilitou a operação aeroterrestre do Batalhão de Comandos. Essa abordagem de treinamento oferece um modelo útil para os vários centros de adestramento em combate do Exército25.

Dois rangers da Companhia de Inteligência Militar lançam veículo aéreo não tripulado Puma, em fevereiro de 2016, proporcionando consciência situacional a um comandante tático no terreno, durante exercício de adestramento em Dahlonega, Geórgia. (Foto cedida pelo 75o Regimento Ranger)

Exploração. Se a inteligência guia o processo decisório militar, então o enriquecimento de dados explorados de materiais do inimigo é decisivo para a metodologia de seleção de alvos de alto valor do Regimento conhecida como “F3EAD” na sigla em inglês, que significa: localizar, fixar, finalizar, explorar, analisar e disseminar26. A experimentação com o chamado “aprendizado de máquina” possibilitou que o BIM/Rgt identificasse, rapidamente, conexões entre dispositivos de mídia, personalidades e respectivas redes sociais aparentemente sem relação. Esse avanço reduziu o tempo e a mão de obra necessários para lidar com o aumento súbito no volume de dados confiscados durante as operações de combate desde 2001 e resultou em operações contra “pontos de influência” centrais para as organizações insurgentes e terroristas, incluindo facilitadores, patrocinadores e mensageiros27. As lições extraídas dessas operações possibilitaram ações contra ameaças mais graves à segurança nacional dos EUA, exemplificadas pelos ataques aéreos da coalizão que eliminaram Faruq al-Qatani em outubro de 2016, no norte do Afeganistão. Sendo um dos principais líderes da Al Qaeda, responsável por planejar ataques contra os EUA, al-Qatani talvez pretendesse influenciar a eleição presidencial de 201628.

Para enriquecer ainda mais os dados, o BIM/Rgt integrou a exploração de informações disponíveis ao público em seu treinamento e análise sobre todas as fontes de inteligência. Ainda que incipiente, essa prática ajudou a ampliar o entendimento da comunidade de inteligência dos EUA quanto à letalidade do ramo “Khorasan” do EI, caracterizado por sua capacidade de inspirar, acionar e comandar ataques externos a partir do Afeganistão. Um ataque executado em 2016 em um trem alemão por um solicitante de asilo de 17 anos, que resultou em cinco passageiros feridos, demonstra essa tendência29. Os recursos digitais de adversários com poder de combate quase equiparado implicam que a integração do aprendizado de máquina e informações disponíveis ao público nas operações de exploração por parte do BIM/Rgt é igualmente relevante para os conflitos interestatais. A identificação, por Milley, de uma deficiência em prontidão com respeito às “quatro grandes ameaças” também significa que a transferência das operações de exploração do BIM/Rgt para forças convencionais talvez possibilite maior rapidez no entendimento e nos esforços para desorganizar o ciclo decisório do inimigo30.

O uso, pelo BIM/Rgt, de elementos de ligação dentro de departamentos e agências do governo — comumente chamados de interagências — será, possivelmente, sua maior contribuição para as operações de exploração do Exército. Os representantes do BIM/Rgt, independentemente de especialização e abrangendo de graduados a oficiais intermediários, são colocados em agências, incluindo a Célula de Exploração de Mídias Nacionais, ressaltando a abordagem de exploração baseada em redes do Regimento.

A proximidade permite que os elementos de ligação estabeleçam relacionamentos que geram vários benefícios. Primeiro, eles adquirem acesso a dados sem os quais o entendimento do Regimento sobre a intenção e capacidades do inimigo ficaria prejudicado. Os elementos de ligação também influenciam as prioridades de exploração interagências com base nas linhas de esforço de seleção de alvos do Regimento. Na melhor das hipóteses, eles orientam a coordenação interagências que, segundo a Publicação Conjunta 1, Doutrina das Forças Armadas dos EUA (JP 1, Doctrine for the Armed Forces of the United States) “forja o elo vital entre os militares e os instrumentos diplomáticos, informacionais e econômicos do poder nacional”31. A capacidade dos elementos de ligação do BIM/Rgt para descrever o impacto de operações de contraterrorismo sobre a legitimidade do governo do Afeganistão e o estabelecimento da ordem de segurança regional contribuiu para justificar a continuidade de assistência da coalizão, abordada no discurso do Presidente Donald Trump sobre a política em relação à Ásia Meridional, no final de agosto de 201732.

Análise. A abordagem do BIM/R em relação à gestão de talentos gera profissionais de inteligência capazes de proporcionar, com confiança, informações corretas em tempo hábil ao Comandante do Regimento, para converter suas decisões em respostas de “sim” ou “não”. Também possibilita que os profissionais de inteligência das unidades de comandos justifiquem, de modo prudente, ou advirtam contra o emprego de força letal. Essa competência advém de uma abordagem disciplinada em relação a efetuar a análise probabilística do grau de certeza quanto à localização de um alvo; avaliar, criticamente, seu valor para forças inimigas e amigas; projetar o risco para a missão; e prever o impacto para o prestígio dos EUA no âmbito internacional33.

O programa de gestão de talentos do BIM/Rgt, que equilibra as Necessidades de Inteligência (NI) do Regimento com os interesses de cada ranger individualmente, baseia-se em duas considerações inter-relacionadas. Primeiro, o adestramento realista e as missões operacionais permitem que o comandante e o sergeant major do batalhão de comandos se certifiquem de que os profissionais de inteligência dominam as operações básicas e os modelos de planejamento de inteligência. Em alguns casos, os oficiais de inteligência das unidades de comandos que não tenham sido obrigados a servir, previamente, nas armas combatentes, participarão do Maneuver Captain’s Career Course (Curso de Manobra para Capitães) [equivalente ao CAO no Exército Brasileiro — N. do T.], a fim de obter um entendimento mais profundo sobre a rigorosa execução da Preparação de Inteligência do Campo de Batalha, para evitar que um esquema tático de manobra deixe de considerar importantes fatores, que possam resultar em baixas ou no insucesso da missão. O curso também enfatiza uma linguagem em conformidade com a doutrina, que é facilmente compreendida por comandantes de manobra, além de conferir-lhe legitimidade. Segundo, adestramentos e missões especializadas e exigentes permitem que o BIM/Rgt amplie o entendimento e a capacidade de pensamento crítico de seu pessoal, especialmente seus graduados e oficiais técnicos-especialistas. As oportunidades incluem funções de ligação para os analistas de todas as fontes e oficiais técnicos-especialistas; instrução técnica avançada para os agentes de inteligência humana, e adestramento em interoperabilidade para os agentes de inteligência de sinais junto a outras forças de operações especiais.

O BIM/Rgt também explora os talentos de militares da Reserva do Exército, a fim de possibilitar maior consciência situacional e a análise rigorosa, essenciais para preencher a lacuna em prontidão do Exército. À semelhança da Capacidade de Operações de Prontidão de Inteligência do Exército, concebida para “apoiar um elemento avançado ou um integrante da comunidade de inteligência a partir de uma área segura”, o BIM/Rgt estabeleceu o Ranger Intelligence Operations Center — RIOC (Centro de Operações de Inteligência de Comandos)34. O RIOC tem como foco o adestramento em ambiente real. Isso amplia o escopo e o público da gestão de treinamento, de modo a incluir militares com qualificações militares menos comuns que apoiam as operações de inteligência, englobando analistas, equipes e capacidades. Como pilar do ambiente de treinamento integrado, o adestramento em ambiente real por meio do RIOC também apoia as operações em curso do Regimento Ranger35. Ao integrar analistas de inteligência da Reserva, o RIOC tem o benefício adicional de contribuir para o cumprimento da diretriz “Total Force Policy” do Exército dos EUA [que requer a integração de todos os componentes da Força, incluindo Ativa, Reserva e Guarda Nacional — N. do T.] Essa política visa a organizar, adestrar e equipar os componentes da Ativa e Reserva como uma força integrada36. O 335o Comando de Comunicações (TO), responsável por fornecer unidades cibernéticas e de comunicações em apoio ao Terceiro Exército, Comando Central do Exército e missões de segurança nacional, enviou, recentemente, dez analistas da Reserva do Exército dos EUA ao RIOC, para cumprirem requisitos anuais de adestramento ao mesmo tempo que apoiam as NI operacionais do Regimento.

Destacamentos Organizados por Conjuntos de Capacidades: A Contribuição do BIM/Rgt para o Combate em Múltiplos Domínios

Embora tenham sido tratadas separadamente, as abordagens inovadoras do BIM/Rgt em relação à obtenção, exploração e análise compõem o ciclo de inteligência. Também apoiam um modo promissor pelo qual o BIM/Rgt pode contribuir para o conceito de Combate em Múltiplos Domínios: os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades. O entendimento do BIM/Rgt quanto à composição, disposição e propósito dos destacamentos organizados por conjuntos de capacidades procede das equipes multifuncionais que participaram das operações de contrainsurgência no Iraque e no Afeganistão. Essas equipes, compostas de agentes multidisciplinares que obtinham, exploravam e disseminavam inteligência de combate para os comandantes do nível tático, forneciam expertise para concentrar o poder de combate, bem como sequenciar e sincronizar operações letais e não letais37.

Os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades, que conjugam os agentes de obtenção e os analistas com os equipamentos necessários, reproduzem as qualidades adaptáveis e passíveis de disseminação das equipes multifuncionais. Possibilitam a expansão ou diminuição de capacidades conforme surgirem mudanças na ameaça e nas NI e objetivos prioritários do comandante. Ao descentralizarem pessoal e recursos, os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades também maximizam o comando de missão, definido pela Publicação Doutrinária do Exército 6-0, Comando de Missão (ADP 6-0, Mission Command) como “o exercício da autoridade e direção pelo comandante, valendo-se das ordens de missão, de modo a permitir que a iniciativa disciplinada ocorra dentro da intenção do comandante, habilitando comandantes flexíveis e adaptáveis”38. Na prática, os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades são forças de pequeno efetivo, até valor pelotão, que operam de modo descentralizado por períodos prolongados, com base em orientações gerais. No caso de uma guerra contra um adversário com poder de combate quase equiparado na região Indo-Ásia-Pacífico, por exemplo, os comandantes poderiam compor vários destacamentos organizados por conjuntos de capacidades para conduzir a obtenção, exploração e análise de inteligência multidisciplinar — cibernética, humana, de imagens e de sinais — a fim de possibilitar a condução de operações que sobrepujem a capacidade do inimigo para reagir.

Os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades do BIM/Rgt oferecem outras duas vantagens essenciais ao conceito de Combate em Múltiplos Domínios. Primeiro, eles geram a interoperabilidade entre forças convencionais e de operações especiais em todos os componentes do Exército. A integração do 335o Comando de Comunicações (TO) no RIOC pelo BIM/Rgt estabelece as condições para o emprego de analistas da Reserva em apoio a necessidades operacionais especiais. Segundo, os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades do BIM/Rgt facilitam a interoperabilidade conjunta e multinacional. De acordo com o antigo Comandante de Operações Navais, Almirante Jonathan Greenert, isso “implica uma rede mais poderosa de vínculos organizacionais, melhor combinação de capacidades no nível de sistemas, disposição para valer-se de capacidades compartilhadas e contínuo compartilhamento e coordenação de informações”39. A incorporação, pelo BIM/Rgt, de analistas do 17o Esquadrão de Táticas Especiais, que fornece controladores aerotáticos ao Regimento, representa um avanço rumo a uma interdependência mais ampla da força conjunta40. Enquanto isso, os exercícios do BIM/Rgt junto a forças armadas estrangeiras são importantes para a eventual ativação de teatros de operações que contem com tropas, bases e acordos necessários para a condução de operações no nível regional41. Com uma interoperabilidade maior no Exército, e uma interdependência mais significativa na força conjunta e com forças aliadas e parceiras, os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades prometem ampliar a consciência situacional de um comandante, conservar a liberdade de manobra e confrontar o inimigo com múltiplos dilemas. Assim, podem servir como um ponto de partida útil para constituir a “força-tarefa de múltiplos domínios” idealizada pelo General de Exército Robert Brown, Comandante do Comando do Pacífico do Exército dos EUA, e pelo General de Exército David Perkins, da Reserva remunerada, ex-Comandante do TRADOC42.

O autor agradece a vários revisores por suas valiosas observações e sugestões em versões anteriores deste artigo. Entre eles estão o Gen Bda Gary Johnston, Gen Bda Robert Walters e Gen (BG) Joseph Hartman; antigos comandantes de Regimento e Batalhões de Comandos, incluindo o Cel Marcus Evans; antigos oficiais de inteligência de Regimento, incluindo o Cel Joshua Fulmer e Ten Cel Bryan Hooper; e o Estado-Maior do Batalhão de Inteligência Militar Ranger e equipes de comando de companhia, especialmente o Sergeant Major Lee Garcia.


Referências

  1. Cap David Darling, e-mail ao autor, 5 nov. 2017. O Gen Mark Milley definiu a prontidão organizacional em um discurso proferido durante o simpósio Captains Solarium de 2017, que contou com a participação de cerca de cem capitães, incluindo o próprio Darling, oriundos de todos os componentes do Exército dos EUA; veja, também, Rick Maze, “McCarthy Gets Tough on Army’s Priorities”, Army Magazine 67, no. 10 (Oct. 2017), p. 11. Ryan D. McCarthy, ex-Secretário interino do Exército dos EUA, define a prontidão como a capacidade de “colocar soldados em um avião para resolver uma prioridade imediatamente” e preparação para “combater amanhã”.
  2. Army Doctrine Publication (ADP) 1, The Army (Washington, DC: U.S. Government Publishing Office [GPO], September 2012), p. 1-8.
  3. Ryan D. McCarthy e Mark A. Milley, “Modernization Priorities for the United States Army”, 3 Oct. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://admin.govexec.com/media/untitled.pdf.
  4. David Perkins, “Multi-Domain Battle: Joint Combined Arms Concept for the 21st Century”, Association of the United States Army, 14 Nov. 2016, acesso em 7 mar. 2018, https://www.ausa.org/articles/multi-domain-battle-joint-combined-arms.
  5. Paul Lushenko e Anthony Williams, “Defeating the Islamic State: Reconciling Precision and Pressure High Value Targeting”, Counter Terrorist Trends and Analysis 8, no. 9 (Sept. 2016): p. 10.
  6. Paul Lushenko, “Intellectualizing the U.S. Army’s Rebalance Within Asia”, U.S. Army Intelligence Center of Excellence, Military Intelligence Professional Bulletin 40, no. 3 (July-September 2014): p. 53.
  7. U.S. Joint Chiefs of Staff, The National Military Strategy of the United States of America (Washington, DC: U.S. Joint Chiefs of Staff, June 2015), p. 7, acesso em 21 mar. 2018, http://www.jcs.mil/Portals/36/Documents/Publications/2015_National_Military_Strategy.pdf.
  8. Dominic J. Caraccilo, Forging a Special Operations Force: The US Army Rangers (West Midlands, UK: Helion, 2015), p. 19.
  9. Russell Weigley, The American Way of War (New York: MacMillian, 1973), p. 15.
  10. William O. Darby e William H. Baumer, We Led the Way (San Rafael, CA: Presidio Press, 1980), 156–70.
  11. Caraccilo, Forging a Special Operations Force, p. 26.
  12. Barbara Tuchman, Stillwell and the American Experience in China 1911-1945 (New York: MacMillan, 1970), p. 432–33.
  13. Gavin Mortimer, Merrill’s Marauders: The Untold Story of Unit Galahad and the Toughest Special Mission of World War II (Minneapolis: Zenith Press, 2013).
  14. Ibid., p. 28.
  15. Ralph Puckett, Ranger: A Soldier’s Life (Lexington, KY: The University of Kentucky Press, 2017); veja, também, Michael Lanning, Inside the LRRPs: Rangers in Vietnam (New York: Ivy Books, 1988).
  16. Ken Keen, “75th Ranger Regiment: Strategic Force for the 21st Century” (strategy research project, U.S. Army War College, 1998), p. 9, acesso em 7 mar. 2018, https://www.dtic.mil/get-tr-doc/pdf?AD=ADA341454.
  17. Caraccilo, Forging a Special Operations Force, p. 37-45.
  18. Keen, “75th Ranger Regiment”, p. 5.
  19. Ibid., p. 6.
  20. Joint Publication (JP) 3-18, Joint Doctrine for Forcible Entry Operations (Washington, DC: U.S. GPO, July 2001), I-1.
  21. Caraccilo, Forging a Special Operations Force, p. 153.
  22. Scott R. Gourley, “Interview: Col. Marcus S. Evans”, Defense Media Network, 29 Jun. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://www.defensemedianetwork.com/stories/interview-col-marcus-s-evans-75th-ranger-regiment-us-army-rangers/.
  23. O Ranger Assessment and Selection Program — RASP (Programa de Avaliação e Seleção de Comandos) consiste em dois cursos paralelos. O RASP 1 treina e avalia sargentos e graduações subordinadas. O RASP 2 treina e avalia subtenentes e graus hierárquicos superiores. O Small Unit Ranger Tactics — SURT (Táticas de Comandos para Frações) é um curso obrigatório para integrantes do Regimento Ranger que estejam se preparando para cursar a U.S. Army Ranger School (Escola de Comandos do Exército dos EUA).
  24. “Lessons Learned from Cyber Support to Corps and Below”, Journal of Asymmetric Warfare 2, no. 2 (Aug. 2017): p. 43; veja, também, “US Army to Unleash New War Tactics, Now Cyber Soldiers Will Lead the Combat on Battlefield”, India Times, 14 Dec. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://www.indiatimes.com/news/world/us-army-to-unleash-new-war-tactics-now-cyber-soldiers-will-lead-the-combat-on-battlefield-335597.html. A situação mais próxima à Companhia CEMA foi a recente integração, pelo Comando Cibernético do Exército dos EUA, de especialistas cibernéticos à 3ª Brigada de Combate junto à 25ª DI no Havaí.
  25. Maj Matthew Sheftic, conversa com o autor, 12 dez. 2017. Sheftic é oficial de inteligência de brigada de combate. Serviu, anteriormente, como observador técnico/instrutor no National Training Center, em Fort Irwin, Califórnia.
  26. John Hardy e Paul Lushenko, “The High Value of Targeting: A Conceptual Model for Using HVT against a Networked Enemy”, Defence Studies 12, no. 3 (Sept. 2012): p. 413–33.
  27. Paul Lushenko, “Reconsidering the Theory and Practice of High Value Targeting”, Counter Terrorist Trends and Analysis 7, no. 9 (Aug. 2015): p. 23–30.
  28. Ananya Roy, “Pentagon Confirms Death of Senior al-Qaeda Leader Faruq al-Qatani in Latest Strike in Afghanistan”, International Business Times, 5 Nov. 2016, acesso em 7 mar. 2018, https://www.ibtimes.co.uk/pentagon-confirms-death-senior-al-qaeda-leader-faruq-al-qatani-latest-strike-afghanistan-1589987.
  29. Kim Hjelmgaard, “Islamic State Says It’s Behind German Train Attack”, USA Today (site), 19 Jul. 2016, acesso em 7 mar. 2018, https://www.usatoday.com/story/news/world/2016/07/19/afghan-train-attacker-germany-had-islamic-state-flag/87279220/.
  30. J. M. Boyd, “Destruction and Creation” (trabalho não publicado, 1976).
  31. JP 1, Doctrine for the Armed Forces of the United States (Washington, DC: U.S. GPO, Mar. 2013), II-13.
  32. Donald Trump, “Remarks by President Trump on the Strategy in Afghanistan and South Asia”, White House (site), 21 Aug. 2017, acesso em 27 mar. 2018, https://www.whitehouse.gov/briefings-statements/remarks-president-trump-strategy-afghanistan-south-asia/.
  33. Philip E. Tetlock e Dan Gardner, Super Forecasting: The Art and Science of Prediction (New York: Broadway Books, 2015).
  34. Brian Murphy, “The Evolution of Intelligence”, Army.mil, 29 Jul. 2013, acesso em 7 mar. 2018, https://www.army.mil/article/108209/the_evolution_of_intelligence.
  35. Paul Lushenko e David Hammerschmidt, “Back to the Future: Managing Training to ‘Win in a Complex World’”, Military Review 95, no. 1 (Jan.-Feb. 2015): p. 55.
  36. John M. McHugh, Army Directive 2012-08 (Army Total Force Policy), 4 Sept. 2012, acesso em 7 mar. 2018, https://armypubs.army.mil/epubs/DR_pubs/DR_a/pdf/web/ad2012_08.pdf.
  37. Lushenko, “Intellectualizing the U.S. Army’s Rebalance within Asia”, p. 55.
  38. ADP 6-0, Mission Command (Washington, DC.: U.S. GPO, May 2012), p. 1.
  39. Jonathan Greenert, “Navy Perspective on Joint Force Interdependence”, Joint Force Quarterly 76, no. 1 (2015): p. 11.
  40. Craig Savage, “24th SOW Re-designates 17th ASOS”, Air Force Special Operations Command, 28 Aug. 2013, acesso em 7 mar. 2018, http://www.afsoc.af.mil/News/Article-Display/Article/495171/24th-sow-re-designates-17th-asos/.
  41. Vincent Brooks, “Rebalanced and Beyond”, Army Magazine 64, no. 10 (Oct. 2014), p. 108.
  42. Robert B. Brown e David G. Perkins, “Multi-Domain Battle: Tonight, Tomorrow, and the Future Fight”, War on the Rocks, 18 Aug. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://warontherocks.com/2017/08/multi-domain-battle-tonight-tomorrow-and-the-future-fight/.

O Maj Paul Lushenko, do Exército dos EUA, é o oficial de operações do Batalhão de Inteligência Militar do Regimento, tendo servido em todos os escalões no 75º Regimento Ranger (Comandos). Formou-se com distinção pela Academia Militar dos EUA e cursou a Australian National University como bolsista “Rotary Ambassadorial Scholar”, da Fundação Rotary, onde concluiu o mestrado em Relações Internacionais e Diplomacia. Recentemente, concluiu, com distinção, o mestrado em Defesa e Estudos Estratégicos pelo Naval War College. Serviu em diversas missões no Iraque e Afeganistão, com forças convencionais e de operações especiais.

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Quarto Trimestre 2018