Revista Profissional do Exército dos EUA

Edição Brasileira

Artigos Exclusivamente On-line de Agosto de 2017

O III Corps durante a Escalada de Tropas no Iraque

Um Estudo sobre a Arte Operacional

Maj Wilson C. Blythe Jr., Exército dos EUA

Artigo publicado em: 16 de agosto de 2017

Baixar PDF Baixar PDF

Integrante da 3ª BCT atua como intérprete para o Maj Adam Scher

O papel do III Corpo de Exército (III Corps), sob o comando do então Gen Div Raymond Odierno, como Corpo Multinacional–Iraque (MNC–I, na sigla em inglês) não recebeu suficiente atenção em estudos sobre a escalada de tropas realizada no Iraque em 2007. O relato mais detalhado sobre a campanha de 2007-2008 é, de longe, o apresentado no livro The Endgame: The Inside Story of the Struggle for Iraq, from George W. Bush to Barack Obama, de Michael Gordon e do Gen Div Bernard Trainor, que enfoca a formulação e execução da estratégia e da política1. A narrativa pula frequentemente entre Washington D.C., o U.S. Central Command e a Força Multinacional–Iraque (MNF–I, na sigla em inglês), utilizando ações táticas no Iraque para fins de ilustração. Em consequência, a campanha executada pelo III Corps, o Grande Comando Operativo, não é abordada nessa importante obra.

A campanha do III Corps também é negligenciada em outras obras de destaque sobre o tema. Em The Gamble: General Petraeus and the American Military Adventure in Iraq, 2006-2008, Thomas Ricks enfatiza os mesmos escalões que Gordon e Trainor. Contudo, embora dê mais ênfase que outras obras ao papel do III Corps, Ricks não oferece uma análise completa de sua campanha operacional2. O livro The Surge: A Military History, de Kimberly Kagan, apresenta um quadro predominantemente tático da campanha, concentrando-se em várias operações no nível brigada3.

Um estudo mais focalizado em uma personalidade é apresentado em The Insurgents: David Petraeus and the Plot to Change the American Way of War, de Fred Kaplan, que relata a adoção da doutrina de contrainsurgência pelo Exército dos EUA, e não a campanha de escalada de tropas4. Devido à sua função de oficial executivo do Comando da MNF-I, o foco do livro Surge: My Journey with General David Petraeus and the Remaking of the Iraq War, do Cel Peter Mansoor, tende naturalmente para o Gen David H. Petraeus5. Nenhum desses relatos examina o papel fundamental que o Grande Comando Operativo de Odierno desempenhou na escalada de tropas no Iraque, em 2007-2008.

Figura 1 – Al Qaeda no Iraque, dezembro de 2006

Figura 1 – Al Qaeda no Iraque, dezembro de 2006

Durante sua segunda missão no Iraque, o III Corps conseguiu reduzir o nível de violência naquele país e criar condições para o progresso político, como o “pacote triplo” de legislação, de fevereiro de 2008, que incluiu a Lei dos Poderes Provinciais, uma anistia limitada e o orçamento de 20086. O Comando de Odierno estabeleceu a base para o êxito das campanhas de 2007 e 2008. Em virtude da atenção dedicada à doutrina de contrainsurgência e ao suposto foco do Exército dos EUA no “nível mais graduado da guerra”, o aspecto mais marcante em relação às operações do III Corps foi o fato de Odierno ter empregado uma terminologia e conceitos firmemente arraigados em campanhas convencionais. As realizações do III Corps como um Grande Comando Operativo resultaram da aplicação eficaz da arte operacional.

A arte operacional é uma forma de visualizar como conduzir a guerra utilizando campanhas de múltiplas, simultâneas e sucessivas operações em todo um teatro de operações, a fim de atingir um objetivo agregador7. Embora sem subestimar nem minimizar a importância dos princípios de contrainsurgência do Exército dos EUA, um estudo da campanha de 2007 do MNC–I pelo negligenciado prisma da arte operacional sugere que seu êxito resultou da aplicação de princípios operacionais já consagrados, e não de uma revolução na profissão das armas8.

Figura 2 – Disposição das Forças dos EUA, Centro do Iraque, início de janeiro de 2007

Figura 2 – Disposição das Forças dos EUA, Centro do Iraque, início de janeiro de 2007

Em dezembro de 2006, o III Corps de Odierno assumiu a responsabilidade de MNC–I do V Corps, do Gen Div Pete Chiarelli. A situação de segurança no Iraque havia se deteriorado no decorrer de 2006 (veja a figura 1). O bombardeio, em 22 Fev 06, do santuário xiita Al Askari, em Samarra, também conhecido como Mesquita Dourada, fez com que tensões étnico-sectárias nascentes eclodissem em um conflito aberto. Os bombardeios provocaram manifestações grandes e violentas em todos os bairros xiitas de Bagdá e arredores, assim como outras cidades xiitas, como Najaf, Karbala e Basra. Com esse ataque, o conflito passou de insurgência a guerra civil sectária, provocando, apenas em novembro de 2006, a morte de 3.462 iraquianos9.

Odierno foi incumbido pelo Comandante da MNF–I na época, Gen Ex George Case, de romper o ciclo de violência sectária. A abordagem operacional do Corpo de Exército substituto era diferente da empregada por seu antecessor. O foco do V Corps de Chiarelli era o de consolidar a presença da coalizão. Como recordou, posteriormente, Chiarelli: “Disseram-me que minha função era diminuir o número de bases de operações avançadas para cinquenta até o final de 2006. As instruções que recebi foram bastante claras. Você não terá 110 bases de operações avançadas. Havia 110 quando cheguei em 2006”10. A redução da presença norte-americana seria acompanhada por uma rápida transferência de responsabilidades para as Forças de Segurança do Iraque, enquanto os EUA assumiriam o papel de vigilância. Esse foco operacional contribuiu para que a campanha do V Corps se transformasse em uma série de ações táticas desarticuladas e desconexas. Taticamente, o resultado foi a incapacidade de manter o terreno, obrigando as forças norte-americanas a reconquistar a mesma área todos os dias após cedê-la na noite anterior (veja a figura 2)11.

Odierno definiu como sua prioridade máxima proteger o povo iraquiano, o que, para ele, significava derrotar uma insurgência composta de extremistas sunitas e xiitas, mais notadamente a Al Qaeda no Iraque e os Grupos Especiais Xiitas apoiados pelo Irã. O conceito operativo do MNC–I agora tinha como foco obter e manter a iniciativa, de modo que a coalizão pudesse derrotar os extremistas. Embora o objetivo final continuasse sendo a transferência de controle e responsabilidade pela segurança para o Iraque, o MNC–I deixou de enfatizá-lo12.

Figura 3 – Disposição das Forças dos EUA, Centro do Iraque, junho de 2007

Figura 3 – Disposição das Forças dos EUA, Centro do Iraque, junho de 2007

Embora a diferença possa parecer insignificante ou meramente semântica, a mudança de ênfase teve um profundo impacto, por indicar que o III Corps deixaria de medir seu progresso com base na redução da presença da coalizão no Iraque resultante do fechamento de bases; diminuição de envio de tropas para o Iraque; ou uso de indicadores relacionados ao sistema de esgoto, água, eletricidade e coleta de lixo. Embora tenha continuado a utilizar linhas de esforço lógicas, o MNC-I, sob Odierno, deu mais ênfase a linhas físicas de operação13. No nível tático, a mudança de ênfase atenuou a pressão de ter de se concentrar em um número cada vez menor de bases, permitindo que as unidades táticas permanecessem em pequenas bases em meio à população, como haviam feito no início da guerra. O III Corps adotou uma abordagem tradicional para sua campanha em 2007 e nos dois primeiros meses de 200814.

Mesmo antes de ser anunciado o envio de cinco brigadas adicionais para o Iraque, Odierno planejou conduzir múltiplas operações simultâneas em todo o país15. As ofensivas anteriores no nível Corpo de Exército haviam se concentrado em uma única área problemática de cada vez, como Fallujah or Najaf, consistindo, na verdade, em combates táticos em lugar de operações. Esses combates não contavam com uma fase de aproveitamento do êxito ou perseguição, cuja inexistência permitiu que o inimigo batesse em retirada ao longo de suas linhas físicas de operação a fim de se reorganizar na segurança de suas zonas de apoio. Em conformidade com seu objetivo de derrotar a insurgência, o Corpo de Exército de Odierno deu início a uma série de ofensivas para expulsar o inimigo do território e manter o terreno liberado mediante a permanência de tropas no local. Essas ofensivas sustentadas interligaram ações táticas por todo o Iraque para melhor alcançar fins estratégicos, um aspecto essencial para a prática eficaz da arte operacional16.

A primeira operação ofensiva do III Corps, Operação Fardh al-Qanoon (“Aplicação da Lei”), concentrou-se em limpar e manter terreno por toda a Bagdá e áreas de entorno — as Províncias ao redor da capital, com o controle do acesso até ela. Operações divisionárias de apoio nas áreas de entorno impediram a entrada de elementos “aceleradores” — termo empregado pelo III Corps para referir-se aos combatentes, armas e explosivos necessários para conduzir os ataques e, assim, desencadear as represálias subsequentes — na capital por meio de ações ofensivas concebidas para conquistar e manter terreno nessas zonas de apoio inimigas. Esse foi o estratagema inicial de Odierno em uma tentativa de transformar a zona de apoio insurgente à volta de Bagdá em uma zona de segurança da coalizão e de expulsar os extremistas da capital (veja a figura 3)17. Em junho, após a Operação Fardh al-Qanoon, o MNC–I conduziu uma outra ofensiva do nível Corpo de Exército denominada Operação Phantom Thunder, que consistiu em operações simultâneas em Bagdá e áreas de entorno. A Operação Phantom Thunder visava a expulsar o inimigo das zonas de apoio e de retaguarda dos extremistas. Foi a primeira operação a ser realizada com as cinco brigadas adicionais dentro do país, e o consequente maior poder de combate capacitou Odierno a manter o terreno conquistado, alargando, assim, sua zona de segurança e impedindo o restabelecimento das zonas de apoio dos extremistas18.

Em agosto, já havia ficado claro que a série de operações ofensivas do MNC–I havia produzido uma melhora na segurança em todas aquelas áreas do Iraque onde a coalizão havia sido capaz de aumentar o número de tropas. Odierno estava preocupado com a possibilidade de que os extremistas estivessem planejando afastar a coalizão das áreas que o MNC–I havia limpado e conquistado, para então retornarem e preencherem o vazio deixado pela coalizão. Essa havia sido a sina das ofensivas anteriores da coalizão, em que a incapacidade do MNC–I em conduzir operações simultâneas ou a perseguição havia permitido que os extremistas se reorganizassem. Odierno percebeu que uma perseguição agressiva seria a melhor forma de desmanchar as redes extremistas19.

Figura 4 – Divisões Multinacionais (MND) / Áreas de Operações Avançadas, junho de 2007

Figura 4 – Divisões Multinacionais (MND) / Áreas de Operações Avançadas, junho de 2007

Com o intuito não só de frustrar uma ofensiva inimiga prevista para o período de Ramadã, mas também de desestabilizar a Al Qaeda no Iraque e os Grupos Especiais, o MNC–I lançou a Operação Phantom Strike em 15 Ago 07. A Operação Phantom Strike consistiu em uma “série de operações seletivas, destinadas a intensificar a perseguição de elementos extremistas em todo o Iraque”20. Com o desdobramento de cinco brigadas adicionais, uma brigada de aviação de combate e um comando divisionário, o MNC–I contava com as forças necessárias para manter as áreas já conquistadas e conduzir operações seletivas por todo o Iraque (veja a figura 4). O término iminente da escalada de tropas limitou o tempo que a coalizão teria para tirar proveito de seu pleno potencial de combate21. A Operação Phantom Phoenix conduziu a perseguição através do vale do alto Rio Diyala e buscou criar as condições para o previsto combate por Mossul. Entretanto, esse combate não ocorreu após o III Corps ter sido substituído pelo XVIII Airborne Corps, em fevereiro de 2008, porque acontecimentos em Basra exigiram uma mudança de foco pelo governo iraquiano e pelo MNC–I. Nas duas operações de aproveitamento do êxito e perseguição, Phantom Thunder e Phantom Phoenix, o MNC–I tomou medidas para ampliar seu alcance operativo, a fim de poder desestabilizar o inimigo nas poucas áreas do Iraque que a coalizão não tinha suficiente poder de combate para controlar22.

Durante todas as operações, uma importante parte da campanha do MNC–I se concentrou em interromper o movimento dos “aceleradores” da violência rumo a Bagdá23. Uma análise pela Inteligência da coalizão indicou que os extremistas em Bagdá precisavam de um fluxo constante de artefatos explosivos improvisados (AEI) transportados por veículos e outros aceleradores a fim de manter a média de 50 ataques por dia dentro da cidade. O combate para bloquear os aceleradores dependia do reconhecimento do terreno pelo MNC–I. Uma incursão conduzida em 19 Dez 06 pela 1ª Brigada da 1ª Divisão de Cavalaria, na área de Taji-Tarmiyah ajudou o III Corps a entender como o inimigo utilizava o terreno. Essa ação resultou na apreensão de mais de 500 gigabytes de documentos e um mapa que detalhava a estratégia da Al Qaeda no Iraque para controlar Bagdá. Descrevia uma arquitetura de campo de batalha que não era totalmente não convencional, com uma zona de apoio nas áreas ao redor de Bagdá; uma área de retaguarda; a linha anterior de tropas; linhas de comunicação consistindo em estradas pavimentadas ou estradas de terra em melhores condições; e zonas de combate dentro da capital24.

A força dos grupos extremistas dentro de Bagdá dependia de seu controle sobre as linhas de comunicação e as zonas de apoio que cruzavam as áreas do entorno. O inimigo frequentemente construiu faixas de obstrução com grandes AEI enterrados, com o objetivo de negar à coalizão acesso a essas áreas, enquanto outros tinham sistemas de defesa antiaérea para afastar os helicópteros. Embora o esforço principal do Corpo de Exército permanecesse focalizado em Bagdá, as divisões em áreas afastadas conduziram ofensivas sustentadas simultâneas em toda a profundidade do inimigo (isto é, dentro das áreas de entorno). Esse era um reconhecimento do terreno radicalmente diferente do que havia existido antes. O III Corps não enxergava o terreno em termos do que poderia ser transferido para o controle iraquiano, e sim pelo prisma de um sistema operacional25.

Figura 4 – Divisões Multinacionais (MND) / Áreas de Operações Avançadas, junho de 2007

Figura 5 – Al Qaeda no Iraque, dezembro de 2007

Para obter êxito ao atacar o inimigo em toda a sua profundidade, o MNC–I teve de empregar, de maneira eficiente e eficaz, todas as ferramentas à sua disposição. Apesar do envio de tropas adicionais para o Iraque, a presença da coalizão não era suficientemente grande para conquistar todas as áreas do país. Sob Odierno, o MNC–I designou uma brigada Stryker como reserva operacional, também conhecida por “above ground strike force” (ou “força de ataque de apoio”). Embora a designação de uma força como esse tenha se originado do V Corps, ela realizou seu pleno potencial sob o III Corps. Essa força de ataque não era responsável por uma área de operações, sendo utilizada para reforçar o esforço principal, como durante a Operação Fardh al-Qanoon, quando foi empregada para expulsar inimigos dos bairros a fim de facilitar o desdobramento das brigadas adicionais em Bagdá ou conduzir, posteriormente, operações de limpeza na Província de Diyala. A força de reserva Stryker conferiu flexibilidade às operações de Odierno, permitindo-lhe obter uma vantagem decisiva em poder de combate onde quer que ele decidisse empregá-lo. Outro modo pelo qual Odierno reforçou operações ofensivas foi com o eficiente emprego de multiplicadores do poder de combate. O III Corps efetivamente apoiou o esforço principal com os limitados meios disponíveis de aviação de ataque, engenharia, veículos aéreos não tripulados e Inteligência do Exército26. Da mesma forma, as tropas adicionais proporcionadas pelo aumento das Forças de Segurança do Iraque, além do programa “Filhos do Iraque”, permitiram que o MNC–I ampliasse seu alcance operativo e avançasse mais dentro das áreas seguras insurgentes do que teria sido possível mesmo com as brigadas adicionais norte-americanas27.

No final do desdobramento do III Corps, em fevereiro de 2008, a situação no Iraque era extremamente diferente do que quando ele assumiu a função de MNC–I, em dezembro de 2006. Em janeiro de 2008, o último mês completo do III Corps no Iraque, 600 mortes de iraquianos em decorrência da guerra em todo o país (veja a figura 5). Esse número representou uma redução radical no índice de violência, em comparação a novembro de 2006, quando o III Corps chegou, sob o comando de Odierno, mês que assistiu à morte de quase 3.500 iraquianos na guerra. Esse êxito resultou da aplicação eficaz da arte operacional. Sob o comando de Odierno, o III Corps tornou-se um efetivo Grande Comando Operativo. Conduziu uma série de operações ofensivas simultâneas e sustentadas por toda a profundidade operacional do inimigo, o que fragmentou as zonas de apoio inimigas e desorganizou suas operações. O ritmo dessas ofensivas no nível Corpo de Exército, aliado a um ativo aproveitamento do êxito e perseguição, manteve o inimigo desestabilizado e impediu que as forças inimigas se reorganizassem. Apesar do foco em postos de segurança conjuntos no nível tático, no nível operacional, tanto o inimigo quanto o MNC–I enxergavam o terreno de um modo convencional mas não contíguo, com zonas de apoio e segurança, linhas de aproximação e comunicação, áreas de retaguarda, etc. A capacidade do MNC–I para sincronizar suas operações no tempo e no espaço foi reforçada por Odierno mediante o emprego de multiplicadores do poder de combate, apoio ao esforço principal com sua reserva Stryker e ampliação do alcance operativo por meio do emprego das forças iraquianas28.

Embora grande parte da análise das operações norte-americanas durante escalada de tropas tenha se concentrado em uma suposta revolução da profissão das armas centrada na contrainsurgência, o MNC–I desenvolveu seu conceito operativo com base em um modelo firmemente tradicional, devendo seu êxito à aplicação eficaz de alguns dos princípios mais antigos e consagrados da arte operacional, e não a um tema condutor dominado pelo conceito de contrainsurgência.

Referências

  1. Michael R. Gordon e Bernard E. Trainor, The Endgame: The Inside Story of the Struggle for Iraq, from George W. Bush to Barack Obama (New York: Pantheon Books, 2012).
  2. Thomas E. Rick, The Gamble: General Petraeus and the American Military Adventure in Iraq, 2006-2008 (New York: Penguin, 2009).
  3. Kimberly Kagan, The Surge: A Military History (New York: Encounter Books, 2008).
  4. Fred Kaplan, The Insurgents: David Petraeus and the Plot to Change the American Way of War (New York: Simon & Schuster, 2013).
  5. Peter Mansoor, Surge: My Journey with General David Petraeus and the Remaking of the Iraq (New Haven, CT: Yale University Press, 2013).
  6. Em 13 Fev 08, o Parlamento Iraquiano aprovou três importantes projetos legislativos: a Lei dos Poderes Provinciais, que definiu o relacionamento entre o governo federal e os governos provinciais; a estipulação da realização de eleições provinciais até 01 Out 08 como parte do processo de reconciliação, além da concessão de uma anistia limitada aos detentos no Iraque; e o orçamento de 2008, que alocou US$ 48 bilhões para gastos de capital e assegurou que o governo federal e os governos provinciais tivessem os recursos financeiros para os gastos públicos.
  7. Os elementos da arte operacional são condições e estado final, centro de gravidade, pontos decisivos, linha de operação e linha de esforço, estabelecimento de bases, ritmo, faseamento e transições, alcance operativo, culminação e risco.
  8. Veja, por exemplo, Kaplan, The Insurgents.
  9. Michael O’Hanlon e Jason Campbell, “Iraq Index: Tracking Variables of Reconstruction & Security in Post-Saddam Iraq”, Brookings Institute website, 28 January 2008, 5, acesso em 19 dez. 2016, https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2016/07/index20080131.pdf; H. R. McMaster (ex-assessor do General David Petraeus quanto ao manual de campanha de contrainsurgência), entrevista por Steve Clay, 20 nov. 2009, transcrição, Contemporary Operations Study Team, Combat Studies Institute, Fort Leavenworth, KS, 6–7.
  10. Peter Chiarelli (ex-Comandante do V Corps), entrevista por Frank Sobchak, 6 mai. 2014, transcrição, Chief of Staff of the Army (CSA) Operation Iraqi Freedom (OIF) Study Group, p. 40.
  11. Chiarelli, entrevista, p. 40; McMaster, entrevista, p. 13; Cel Dave Pendall, entrevista por Frank Sobchak, 6 mar. 2014, transcrição, CSA OIF Study Group, Hanscom Air Force Base, MA, p. 14.
  12. Raymond T. Odierno, “The Surge in Iraq: One Year Later”, The Heritage Foundation website, 5 March 2008, acesso em 20 dez. 2016, http://www.heritage.org/research/lecture/the-surge-in-iraq-one-year-later; Raymond T. Odierno (ex-Comandante do III Corps), entrevista por Mike Visconage, 19 out. 2007, transcrição, U.S. Army Center of Military History (CMH), Bagdá, Iraque, p. 9.
  13. Para uma discussão das linhas de operação e linhas de esforço, veja o capítulo III de U.S. Joint Chiefs of Staff, Joint Operation Planning, Joint Publication 5-0 (Washington, DC: U.S. Joint Chiefs of Staff, 11 August 2011) ou capítulo 2 de Army Doctrine Reference Publication 3-0, Operations (Washington, DC: U.S. Government Publishing Office, 11 November 2016).
  14. McMaster, interview, 11 e 14–15; Odierno, “The Surge in Iraq”; Odierno, entrevista, 19 out. 2007, p. 9.
  15. Brigadas de Combate (BCT) da escalada de tropas: 2nd BCT, 82a Airborne Division (chegou em 14 Fev 07); 4th BCT, 1st Infantry Division (chegou em 15 Mar 07); 3rd BCT, 3rd ID (chegou em 15 Abr 07); 4th BCT, 2nd ID (chegou em 15 Mai 07); 2nd BCT, 3rd (chegou em 15 Jun 2007).
  16. Dale Andrade, Surging South of Baghdad (Washington, DC: CMH, 2010), p. 21; Lt. Col. Jeff McDougall, entrevista por Mike Visconage, 7 Jul 07, transcrição, CMH, Bagdá, Iraque, p. 20–22.
  17. Frederick Kagan e Kimberly Kagan, “The Patton of Counterinsurgency”, Weekly Standard, 10 March 2008; Andrade, Surging South of Baghad, p. 21; McDougall, entrevista, p. 20–22; Odierno, “The Surge in Iraq”.
  18. Odierno, “The Surge in Iraq”; Department of Defense (DOD), Office of the Assistant Secretary of Defense, “DoD Special Briefing with Lt. Gen. Odierno from the Pentagon Briefing Room, Arlington, VA”, GlobalSecurity.org, 22 June 2007, acesso em 20 dez. 2016, http://www.globalsecurity.org/military/library/news/2007/06/mil-070622-dod01.htm.
  19. Maj. Gen. James Simmons, DOD Bloggers Roundtable Subject: Operation Phantom Strike, 27 August 2007, p. 2; DOD, Office of the Assistant Secretary of Defense, “DoD News Briefing with Lt. Gen. Odierno from the Pentagon Briefing Room, Arlington, VA, GlobalSecurity.org, 4 March 2008, acesso em 20 dez. 2016, http://www.globalsecurity.org/military/library/news/2008/03/mil-080304-dod01.htm; Odierno, interview, 19 October 2007, 6; and Kagan, The Surge: A Military History, 135.
  20. Simmons, DOD Roundtable, p.1–2.
  21. MNF–I CG SECDEF Weekly Update 12–18 August 07; MNF–I CG SECDEF Weekly Update 26 August–1 September 07; Odierno, entrevista 19 out. 2007, p. 6; Maj. Gen. James Simmons, DCG Support, 4 and 27 August 2007, DOD Roundtable, 1-2; Kagan, The Surge, p. 135 e p. 152; Kagan e Kagan, “The Patton of Counterinsurgency”; William Epley, “Surge Paper”, CMH files, p. 11.
  22. Raymond T. Odierno, entrevista por Mike Visconage, 7 set. 2007, transcrição, CMH, Bagdá, Iraque, 7; Kagan e Kagan, “The Patton of Counterinsurgency”.
  23. Odierno, “The Surge in Iraq”.
  24. Nichoel Brooks, entrevista por Mike Visconage, 18 September 2007, transcrição, CMH, Bagdá, Iraque, p. 57–59; James Hickey, entrevista por Steve Clay, 23–24 fev. 2010, transcrição, Contemporary Operations Study Team, Combat Studies Institute, Fort Leavenworth, KS, p. 5; Odierno, “The Surge in Iraq”; e Andrade, Surging South of Baghdad, p. 152.
  25. Andrade, Surging South of Baghdad, p. 17, p. 21; Hickey, entrevista, p. 6 e p. 26.
  26. Cel Martin Wilson, entrevista por Mike Visconage e William Epley, 9 jun. 2007, transcrição, CMH, Bagdá, Iraque, p. 47–48; Hickey, entrevista, p. 7–8.
  27. Cel Paul Funk e Ten Cel Patrick Michaelis, entrevista por Steve Clay, 4 fev. 2010, transcrição, Contemporary Operations Study Team, Combat Studies Institute, Fort Leavenworth, KS, p. 38.
  28. O’Hanlon e Campbell, “Iraq Index”, 28 jan. 2008, p. 5; Michael O’Hanlon e Jason Campbell, “Iraq Index”, Brookings Institute website, 31 July 2008, p. 5, acesso em 20 dez. 2016, https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2016/07/index20080731.pdf.
  29. Kagan e Kagan, “The Patton of Counterinsurgency”; Odierno, “The Surge in Iraq”; Ten Cel Kent Strader, entrevista por Ten Cel James Powell, 26 mar. 2014, transcrição, Chief of Staff of the Army’s Operation Iraqi Freedom Study Group, p. 10.

O Maj Wilson C. Blythe Jr., do Exército dos EUA, estrategista no Army Capabilities Integration Center (ARCIC). Serviu em missões no Iraque e no Afeganistão. Concluiu o bacharelado em História pela University of Mississippi. É mestre em História pela Eastern Michigan University. Cursa, atualmente, o doutorado em História Militar pela University of North Texas. Blythe ganhou o prêmio Distinguished Writing Award 2013 da Army Historical Foundation.