Revista Profissional do Exército dos EUA

Edição Brasileira

 

Ambientes Urbanos Densos

A prova decisiva das operações em múltiplos domínios

Richard L. Wolfel, Ph.D.
Amy Richmond, Ph.D.
Ten Cel Jason Ridgeway, Ph.D., Exército dos EUA

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Integrantes da Companhia A, 2<sup>º</sup> Batalhão, 506<sup>º</sup> Regimento de Infantaria, 3<sup>ª</sup> Brigada de Combate, 101<sup>ª</sup> Divisão Aeroterrestre (Assalto Aéreo), movimentam-se rapidamente para atacar seu objetivo em um local de treinamento em terreno urbano, 15 de março de 2017, durante o Exercício <em>Warrior</em> 78-17-01, na Base Conjunta McGuire-Dix-Lakehurst, em New Jersey.

As operações em múltiplos domínios e as operações em áreas urbanas densas são dois temas significativos nas atuais pesquisas do Exército dos Estados Unidos da América (EUA). Embora os pesquisadores tenham examinado esses temas separadamente, foram feitos poucos estudos para demonstrar os desafios e benefícios de se adotar uma mentalidade de operações em múltiplos domínios em um ambiente urbano denso. O ambiente urbano denso apresenta muitos dos desafios identificados nas pesquisas sobre operações em múltiplos domínios em um espaço compacto e extremamente mutável. Considerando a importância das cidades nos Estados contemporâneos, cabe analisar como o pensamento sobre operações em múltiplos domínios e os estudos sobre áreas urbanas densas podem apoiar-se mutuamente e oferecer revelações úteis. Há três campos de interseção principais entre áreas urbanas densas e operações em múltiplos domínios: (1) os conceitos de níveis e convergência, (2) a definição de vitória e (3) a expansão do campo de batalha. Além disso, a análise dessas interseções pode elucidar o caráter do conflito em grandes regiões urbanas densas.

As operações em múltiplos domínios no ambiente operacional contemporâneo

O conceito de operações em múltiplos domínios representa a próxima evolução do pensamento sobre operações conjuntas, sendo significativo por entender que o espaço de combate se estende além de concepções tradicionais, de modo a incluir análises dos fatores culturais, políticos e econômicos presentes na região. O Comando de Instrução e Doutrina (Training and Doctrine Command, TRADOC) do Exército dos EUA enfatiza que as operações em múltiplos domínios são um “layered standoff”NT (traduzido, neste artigo, por “separação em diferentes níveis”), na medida em que as operações devem considerar múltiplos estratos espaciais, políticos, econômicos, sociais, militares e culturais, entre muitos outros.1 Isso muda, fundamentalmente, o modo como vemos áreas de operações (A Op) e áreas de responsabilidade. O Gen Ex Robert Brown enfatiza a importância das complexidades econômicas e demográficas da área de responsabilidade Indo-Ásia-Pacífico em sua análise das operações em múltiplos domínios.2 O TRADOC resume isso enfatizando que as formações de múltiplos domínios devem ser capazes de “acessar e empregar capacidades em todos os domínios”.3 O campo de batalha moderno não apenas se estende além do domínio militar para o domínio humano, como também mudará a escala de global para local e a maioria de níveis intermediários. Além disso, essas escalas e domínios nunca são fixos, mas mudam constantemente, à medida que as condições evoluem.

NT - Veja o Panfleto 525-3-1 do Comando de Instrução e Doutrina, O Exército dos EUA nas Operações em Múltiplos Domínios 2028 (TP 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028), p. vi, https://adminpubs.tradoc.army.mil/pamphlets/TP525-3-1.pdf. Segundo o TP 525-3-1, o termo stand-off refere-se “ao efeito estratégico e operacional que a Rússia, China e seus representantes estão tentando alcançar. É obtido com capacidades políticas e militares. […] é a separação política, temporal, espacial e funcional que possibilita a liberdade de ação em qualquer, alguns ou todos os domínios, espectro eletromagnético e ambiente informacional para alcançar objetivos estratégicos e/ou operacionais antes que um adversário possa responder adequadamente”.

O TRADOC identifica essa evolução contínua de escalas e domínios como convergência, em que “formações de múltiplos domínios têm a capacidade, resistência e recursos para acessar e empregar capacidades em todos os domínios para impor dilemas múltiplos e compostos ao adversário”.4 Daniel Kull enfatiza a não linearidade como padrão da guerra.5 Em outras palavras, as operações mudam constantemente, às vezes de forma imprevisível. O Gen Div Gary Volesky e o Gen Bda Roger Noble explicam de forma mais detalhada a evolução, convergência e não linearidade de domínios e escala com sua observação de que “os domínios cibernético e humano não são limitados pelo espaço ou tempo”.6 Um conceito que permanece constante é a necessidade de obter a iniciativa; nesse caso, atuar no(s) domínio(s) e/ou escala(s) que melhor estabeleça(m) as condições para o êxito.

Embora os EUA busquem obter a iniciativa em relação ao domínio e escala nas operações atuais, os adversários estrangeiros são bastante hábeis em desafiar seus esforços. Com base na recente superioridade dos EUA em operações de combate, os Estados com poder de combate quase equiparado buscam competir em um nível abaixo do conflito armado, ou, conforme expresso pelo TRADOC, “vencer sem combater”.7 Jeffrey Reilly identifica um exemplo desse conceito de “vencer sem combater” em sua análise sobre autores chineses que defendem ir além dos limites tradicionais de guerra para alcançar objetivos políticos nacionais ao sugerirem a utilização de ataques financeiros ou de um vírus para derrubar a rede elétrica.8 George Fust enfatiza que essas “separações em diferentes níveis” nos campos político, econômico e militar buscam separar os EUA de seus aliados.9 O Gen Ex Stephen Townsend, em sua análise da “Estratégia de Defesa Nacional” (National Defense Strategy), destaca a importância de vencer a competição antes e depois do conflito.10 Todos esses exemplos ressaltam a importância de adotar uma visão mais ampla de conflito, a qual inclua vários domínios e escalas, que evoluem constantemente em decorrência de ações de todos os lados de um conflito ou operação.

As áreas urbanas densas representam um dos ambientes operacionais mais complexos devido à fusão de vários domínios e escalas. Nesse caso, a disputa para controlar escala e domínio se desenrola em uma região relativamente pequena, com uma população muito densa e complexa. É nas áreas urbanas densas que os desafios das operações em múltiplos domínios atingem seu ponto máximo e a complexidade é instável e rápida, tanto no sentido espacial quanto no temporal.

O ambiente complexo e mal definido das áreas urbanas densas

Atualmente, a maior parte da população mundial vive em cidades. Os principais elementos das sociedades, incluindo estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais, estão, em sua maioria, mais concentrados em zonas urbanas que em qualquer outro período da história. Portanto, ao estudarmos diferentes locais, é essencial entender as principais cidades da região.

O que faz com que os espaços urbanos densos sejam complexos? O tamanho, a densidade e os elementos sociais de uma cidade criam um ambiente complexo e mutável. As cidades mudam continuamente, sendo influenciadas por atividades humanas, conforme as pessoas se empenham em entender e influenciar atividades dentro delas. A cidade é um assentamento denso e diversificado, com uma população dinâmica. Embora certas características existam em muitas cidades, a forma como elas influenciam cidades específicas é diferente. As áreas urbanas densas também são fortemente interconectadas internamente e com o resto do mundo. Toda essa complexidade gera uma série de problemas desafiadores que um analista urbano precisa considerar. Primeiro, quais são os fatores cruciais que influenciam a evolução das cidades? Após esses fatores serem identificados e definidos, como os analistas efetuam sua medição e modelagem? Por fim, como os fatores interagem para criar uma série de sistemas que influenciam o modo como funciona uma cidade?

Integrantes da Companhia A, 2<sup>º</sup> Batalhão, 506<sup>º</sup> Regimento de Infantaria, 3<sup>ª</sup> Brigada de Combate, 101<sup>ª</sup> Divisão Aeroterrestre (Assalto Aéreo), movimentam-se rapidamente para atacar seu objetivo em um local de treinamento em terreno urbano, 15 de março de 2017, durante o Exercício <em>Warrior</em> 78-17-01, na Base Conjunta McGuire-Dix-Lakehurst, em New Jersey.
Esta arquitetura de informações representa uma nuvem de pontos de alta densidade, vista obliquamente. Uma nuvem de pontos é um conjunto de pontos em um plano de coordenadas. Nesse caso, os pontos de dados são os limites de edifícios e outras estruturas em uma área urbana densa. Juntos, geram uma visualização 3D de um espaço.

Para identificar os fatores importantes a serem considerados ao operar em uma área urbana densa, faz-se necessário um modelo conceitual para organizar a análise. Richard Wolfel, Amy Richmond e Peter Grazaitis adotaram o modelo de desenvolvimento político de Leonard Binder para conceituar funções em uma cidade.11 Binder identificou cinco categorias de desenvolvimento político, e Joseph LaPalombara e William Fierman acrescentaram, mais tarde, “alocação”.12 Embora muitas outras redes também sejam importantes para os analistas de regiões urbanas densas, o foco, nesse caso, está nos sistemas socioculturais, devido à sua complexidade. Todas as seis categorias esclarecem a concepção do TRADOC sobre as operações em múltiplos domínios e como o pensamento em torno delas ajuda a explicar as operações em terrenos urbanos densos.

1. Produção. A produção se refere à fabricação de produtos básicos. Nas cidades, a mão de obra pode ser dividida em duas categorias: formal e informal. No entanto, os setores formal e informal das cidades estão frequentemente tão interligados que é impossível separá-los. O setor formal da economia é regulamentado, principalmente por meio de leis e impostos, pelo governo. Tradicionalmente, as atividades informais são as formas predominantes de emprego em favelas, sendo regidas por estruturas de liderança informais.

2. Alocação. A alocação é o processo de distribuição de bens e serviços na sociedade. Em áreas urbanas, há muitos bens alocados, incluindo terra, alimentos, água e medicamentos, entre outros. A alocação tem uma influência significativa sobre a legitimidade de um governo, uma vez que as insurgências e os movimentos antigoverno frequentemente crescem em regiões onde as pessoas têm dificuldade em obter necessidades básicas do governo, dependendo de outras fontes para supri-las. Com frequência, as organizações insurgentes usam sua capacidade para fornecer produtos como um método para conquistar a lealdade e a legitimidade dentro de uma região urbana densa.

3.Identidade. Em áreas urbanas densas, os grupos que têm uma identidade comum com base em crenças ou atributos étnicos, linguísticos, religiosos ou de outra natureza costumam viver em comunidades organizadas em certos bairros da cidade.

4. Legitimidade. Se acreditar que o governo é legítimo, uma população provavelmente seguirá as leis da sociedade. No nível mais básico, a legitimidade é gerada quando um governo supre as necessidades básicas de sua população. Quando essas necessidades não forem atendidas, a população buscará outros líderes.

5. Participação política. A participação política pode se estender por todo o espectro, desde métodos tradicionais que incluem eleições até ações violentas contra o governo. Em muitas cidades, os métodos mais comuns de participação na política podem ser significativamente limitados. Em consequência, as pessoas buscam métodos alternativos de participação política.

6. Penetração política. A penetração política se refere ao grau de controle efetivo exercido pelo governo. Isso também é visto na capacidade do governo para implementar programas em uma área específica. Exemplos incluem atividades formais de segurança pública dentro de uma região, monumentos que promovem a identidade nacional da liderança e programas de reurbanização que, muitas vezes, envolvem a remoção de favelas. Em áreas urbanas informais, a penetração política é, com frequência, mínima, caso a comunidade de favela não receba a atenção do governo. No entanto, à medida que o desenvolvimento se expande em muitas cidades, as favelas se tornam, frequentemente, alvo de destruição em nome dele. Isso representa o método mais extremo de penetração política em um ambiente de favela. Em comunidades de favela típicas, a liderança informal tem o maior grau de controle.

Esses seis elementos funcionam de forma diferente, dependendo das características de uma cidade específica. Os elementos do modelo não são exclusivos, influenciando-se mutuamente. São multiespaciais e multidisciplinares. O objetivo não é ser reducionista, mas destacar como esses elementos servem de base para a análise de uma cidade.

Operações em múltiplos domínios em ambientes urbanos densos: as conexões

À medida que os centros urbanos se tornam mais importantes, é essencial que a doutrina seja revista para garantir que as pessoas estejam preparadas para operações em grandes cidades. Em conjunto com o aumento da importância das cidades, a relevância das operações em múltiplos domínios não pode ser subestimada. Com a importância das áreas urbanas densas como futuros ambientes operacionais e das operações em múltiplos domínios como doutrina fundamental, cabe examinar as ligações entre o futuro ambiente operacional e a doutrina em desenvolvimento. Existem três interseções principais entre áreas urbanas densas e operações em múltiplos domínios que ajudam a dar uma ideia de como seriam as operações em grandes regiões urbanas densas.

Interseção 1: níveis e convergência. Em primeiro lugar, o TRADOC se refere às operações em múltiplos domínios como uma “separação em diferentes níveis”. Seria difícil encontrar um ambiente com mais níveis que uma cidade.13 As áreas urbanas densas incluem vários níveis, do subterrâneo à superfície e acima do solo, tanto em edifícios quanto em tecnologia aérea (drones, aviões, etc.). Além dos níveis físicos, há também um número significativo de níveis de geografia humana na cidade. Da estrutura econômica à política e cultural, as cidades são uma combinação complexa de estruturas que influenciam seu funcionamento.

A identidade é um dos principais temas que começa a elucidar as complexidades dos níveis da cidade. Um exemplo de como a identidade influencia uma região urbana densa é a criação e perpetuação de comunidades de migrantes e identidades transnacionais. Victoria Lawson descreve transnacionalismo da seguinte forma: “até que ponto os migrantes mantêm identidades múltiplas e vivenciam relações complexas de incorporação e resistência a projetos de modernização globalizada, progresso urbano e pertencimento nacional”.14 Esse conceito de transnacionalismo é fundamental, conforme os migrantes lidam com novas influências sobre seu senso de identidade e reexaminam seu sentido de pertencimento, exclusão e filiação.15 O processo de transnacionalismo mostra a complexidade que um indivíduo enfrenta, conforme várias redes interligadas influenciam a experiência de uma pessoa em uma cidade.

O TRADOC também enfatiza que as formações de múltiplos domínios devem ser capazes de “acessar e empregar capacidades em todos os domínios”.16 Tradicionalmente, o Exército considera vários domínios físicos (por exemplo, subterrâneo, superfície e aéreo). No entanto, no atual ambiente urbano denso, isso se estende a múltiplos níveis de geografia humana que operam em uma cidade. Essa extensão renova a ênfase em inteligência, assuntos civis, homólogos da nação anfitriã, especialistas regionais, capacidades de apoio a distância e um comandante que não seja, necessariamente, um perito em relação à A Op específica, mas que tenha suficientes conhecimentos gerais para fazer as perguntas certas aos especialistas certos.

Além dos vários níveis de uma operação em múltiplos domínios, o TRADOC destaca a convergência deles em uma determinada área. O TRADOC considera a convergência como a “integração rápida e contínua de todos os domínios ao longo do espaço, tempo e capacidades”.17 A escala nunca é algo óbvio em qualquer operação moderna. Os atores tentarão moldar o ambiente operacional para operar no nível em que eles tenham a maior influência. Isso é especialmente relevante em uma cidade onde diversas escalas e geografias convergem a cada quadra. Forças hostis podem usar ambientes subterrâneos para moldar o campo de batalha devido a percepção de existir uma vantagem em tais ambientes. Isso é enfrentado com esforços para obrigar as forças hostis a saírem para o nível acima do solo e entrarem em um conflito decisivo em condições favoráveis para as forças amigas. Essa negociação do espaço é uma das principais competições que ocorrerão em qualquer operação urbana.

Além da convergência física de escalas, existe também a convergência de estruturas geográficas humanas que influenciam o desenvolvimento dentro de uma região. O fato de um governo ser visto como legítimo e, portanto, estar apto a fazer com que sua mensagem penetre em uma região local depende fortemente de sua capacidade para alocar serviços básicos dentro de uma região ou de a população local acreditar que ela compartilha uma identidade com o governo. Nas grandes cidades, onde as populações são extremamente diversificadas e a prestação de serviços básicos é uma operação complexa, os governos lutam para permanecerem legítimos, muitas vezes por razões que não são transparentes. As razões são, muitas vezes, ocultas pelas complexidades das escalas e geografias convergentes.

Interseção 2: como seria o cenário de vitória? A natureza mutável das operações militares modernas aumentou as dificuldades para definir objetivos e, consequentemente, para definir o êxito ou vitória. Os Estados com poder de combate quase equiparado competem abaixo do limiar do conflito armado, o que o TRADOC denomina “vencer sem combater” ou obscurecer as diferenças entre os níveis abaixo de conflito e de conflito.18 Um exemplo de “vencer sem combater” é identificado por Reilly em sua análise de autores chineses que defendem ir além dos limites tradicionais de guerra para alcançar objetivos políticos nacionais, incluindo ataques financeiros ou de um vírus para derrubar uma rede elétrica.19 Anthony Clas concorda com essas conclusões em sua análise do poder de influência (soft power) e da noopolítica, a qual consiste em um conceito da ciência política que se refere à política do conhecimento utilizando a mídia como um veículo para a disseminação do conhecimento.20 Ele enfatiza o poder de influência e a noopolítica como ferramentas para controlar as atitudes, opiniões e valores morais da população em geral. No nível estratégico, Kull enxerga a competição no nível abaixo de conflito como um método para controlar a população ou dominar terreno sem uma campanha prolongada de desgaste.21 Fust enxerga as “separações em diferentes níveis” nos campos político, econômico e militar como um dos principais métodos para separar os EUA de seus aliados.22

O Laboratório de Combate do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA conduz o Projeto <em>Metropolis II</em>, um experimento operacional limitado em operações em áreas urbanas densas, 18 de agosto de 2019, Centro de Treinamento Urbano Muscatatuck, em Indiana. O evento teve por objetivo combinar, de modo eficaz, robótica, sensores, veículos tripulados e não tripulados e fuzileiros navais a pé, a fim de melhorar a capacidade deles para detectar e localizar a ameaça, observar sua velocidade de tomada de decisões e de ação e determinar sua letalidade ao empregarem equipamentos tradicionais e substitutos contra uma força inimiga em um ambiente urbano denso.

Nos últimos anos, o país viu líderes declararem êxito em uma operação, para, em seguida, assistir ao que eles haviam percebido (ou interpretado equivocadamente) como sucesso regredir para uma situação de instabilidade. Isso decorre de uma A Op que já não é composta apenas por combatentes, tendo passado a abarcar um espectro de combatentes a não combatentes, com vários pontos intermediários, e cuja definição de êxito e segurança pode diferir das definições militares tradicionais. Essa divergência de definições é ampliada em um ambiente urbano denso, onde pessoas com diferentes identidades, níveis de participação e metas vivem e atuam em grande proximidade, muitas vezes sobrepondo-se nas mesmas áreas. Compreender as grandes diferenças entre grupos quanto a seus objetivos é um ponto de partida prudente para discussões sobre metas e conquistas.

O TRADOC levanta uma questão importante: “Como a força conjunta deve competir para possibilitar a derrota das operações de um adversário voltadas a desestabilizar uma região, para impedir a escalada da violência e, caso ela aumente, para permitir uma rápida transição para o conflito armado?”23 A análise dessa questão introduz alguns problemas bastante complexos, que precisam ser abordados nas operações modernas. Para derrotar “as operações de um adversário voltadas a desestabilizar uma região”, é preciso entender como ele tentará realizar esse objetivo. Isso é feito, frequentemente, por meio da geografia humana de uma região.

A legitimidade é um ponto-chave da competição em uma região urbana densa. A falta de envolvimento formal do governo nas comunidades de favela cria um vazio de poder que os movimentos insurgentes veem como uma oportunidade para ganhar influência. Conforme ressalta Conrad C. Crane: “Com base em suas próprias definições de legitimidade, o povo da região contestada decidirá quem é o vencedor”.24 Esse vencedor pode ou não ser o grupo que ocupa fisicamente o território naquele dado momento.

Em um ambiente de insurgência, a luta precisa ser reconhecida como legítima. Frank Ledwidge compartilha desse parecer em sua conclusão: “As insurgências complexas são movidas pela injustiça” e “a legitimidade é o principal objetivo […] Se a nação anfitriã não obtiver legitimidade, a contrainsurgência não poderá ter êxito”.25 Quando um governo não atende às necessidades básicas de uma localidade, um grupo externo a ele normalmente preenche esse vazio, suprindo-as para ganhar legitimidade e potencialmente remover o poder de tal governo.

Stuart Eizenstat, John Porter e Jeremy Weinstein enfatizam a importância da legitimidade em uma análise sobre o desenvolvimento. Para eles, a “lacuna de legitimidade” se refere à necessidade do governo de “proteger os direitos e liberdades fundamentais de seu povo, fazer cumprir o Estado de Direito e permitir uma participação ampla no processo político”.26 Essa lacuna está ligada a duas outras identificadas por Eizenstat, Porter e Weinstein: a “lacuna de segurança”, em que os Estados agem para fornecer proteção e segurança aos seus cidadãos; e a “lacuna de capacidade”, em que um país distribui serviços básicos.27 Quando os governos não resolvem essas lacunas, sua legitimidade diminui.

Em uma cidade, as comunidades de favela são, frequentemente, regiões de origem para fontes alternativas de governança, porque as necessidades básicas e de segurança dos moradores locais não são, muitas vezes, preenchidas pelo governo; em consequência, surge uma lacuna de legitimidade. Os insurgentes frequentemente atuam nessas lacunas para estimular a volatilidade. Nas comunidades de favela onde as populações são muito grandes, podendo chegar a um milhão, a legitimidade política é um componente essencial da estabilidade e, em última análise, da vitória. Os conceitos tradicionais de vitória, ou consecução dos objetivos da operação, são obscurecidos nas cidades. A ocupação física do espaço, que é algo desafiador na melhor das hipóteses e, mais provavelmente, impossível, pode nem ser o objetivo mais importante de uma operação. Isso requer uma abordagem de múltiplos domínios para refletir sobre os objetivos e defini-los. Embora a ocupação física possa ser importante, o atendimento a necessidades básicas, ou a uma necessidade específica, pode ser mais relevante para criar um senso de legitimidade dentro da região. Compreender a natureza da região possibilitará um maior grau de êxito.

Interseção 3: a expansão do campo de batalha. Uma das principais mudanças nas atuais operações militares consiste na expansão do campo de batalha e da A Op. Já não é possível delinear a A Op com uma linha distinta num mapa. A tecnologia moderna permite que as conexões se estendam para além de uma única região. Kull enfatiza que a não linearidade é agora o padrão da guerra.28 O adversário tentará atingir uma área de apoio empregando uma variedade de meios, incluindo, entre outros, ataques cibernéticos, campanhas de informação, ações terroristas e ações cinéticas tradicionais (que envolvem o emprego de força militar). O Gen Ex David Perkins ecoa essa conclusão em sua observação de que os hackers pretendem visar dependentes na terra natal.29 Volesky e Noble explicam, sucintamente, a maior gama de ameaças em sua conclusão de que os domínios cibernético e humano não são limitados pelo espaço ou pelo tempo.30

Esse aumento da dimensão da A Op tem impactos significativos no planejamento de missões. O efeito das interligações, facilitadas pela globalização e avanços na tecnologia da comunicação, incluindo o acesso às mídias sociais e aos meios de comunicação tradicionais, representa uma mudança de escala geográfica que desafia o conceito convencional de um ambiente operacional bem definido, que possa ser isolado para a análise em uma escala local. As regiões modernas existem em várias escalas, de ações locais a decisões globais que afetam os cidadãos locais. Em termos das operações militares modernas, as ações na menor escala, até mesmo na do soldado individual, têm potenciais impactos estratégicos na escala do teatro de operações ou, possivelmente, na escala global. Essas interações entre escalas devem fazer parte de toda análise de uma região urbana densa.

Além disso, a noção convencional da A Op e do ambiente operacional também é desafiada pela conectividade do centro urbano moderno. As cidades estão interconectadas globalmente por muitos meios diferentes, incluindo economia, cultura, tecnologia de comunicação moderna e mídias sociais. Embora parte da doutrina do Exército dos EUA chegue a tratar de ameaças transfronteiriças, a influência da informação é muito diferente de forças militares ou paramilitares que atravessam uma fronteira e influenciam uma A Op.31 Exemplos recentes, incluindo a Primavera Árabe e os movimentos de protesto “Occupy”, demonstram que a capacidade de controlar a informação na era moderna é, na melhor das hipóteses, limitada. Além disso, atores criam comunidades virtuais e ideologias compartilhadas utilizando mídias sociais e técnicas modernas de comunicação/divulgação de informações, na tentativa de obter influência em uma região.32 Esses exemplos também mostram que, conforme os governos tentaram restringir o acesso às mídias sociais, na tentativa de desacelerar a influência de movimentos sociais, seus esforços tiveram o efeito oposto, servindo como uma força unificadora que reuniu movimentos sociais díspares sob um objetivo comum e gerando, ou aumentando, uma lacuna de legitimidade.33

O Laboratório de Combate do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA conduz o Projeto <em>Metropolis II</em>, um experimento operacional limitado em operações em áreas urbanas densas, 25 de agosto de 2019, Centro de Treinamento Urbano Muscatatuck, em Indiana. O terreno urbano inclui, frequentemente, um nível subterrâneo, que deve ser considerado durante as operações urbanas.

Os movimentos sociais internacionais demonstram como a participação política pode afetar ações em um ambiente urbano denso, muitas vezes a uma grande distância. Nas cidades, onde métodos convencionais de participação política são limitados, as pessoas frequentemente buscam métodos alternativos. A participação em movimentos sociais é, frequentemente, um dos métodos alternativos mais comuns. Embora se concentrem em problemas locais, os movimentos têm, muitas vezes, fortes causas locais relacionadas com questões internacionais e tendem a ser especialmente influentes.

Os movimentos sociais contemporâneos se desenvolveram com a ascensão da globalização e a adoção de novas tecnologias de comunicação e mídias sociais. Manuel Castells observa que a era moderna dos movimentos sociais tem menos a ver com a mudança de regime e mais com a exploração da “construção de significado na mente das pessoas”.34 A nova teoria sobre movimentos sociais enfatiza que os movimentos modernos consistem em grupos menores que se reúnem para estabelecer redes maiores com base em ideologias compartilhadas, normalmente centradas em uma questão social mais ampla. Castells identifica a Primavera Árabe e os movimentos de protesto “Occupy” como dois exemplos de movimentos sociais contemporâneos que reuniram grupos distintos em torno de uma questão social.35 Os movimentos sociais modernos são bastante hábeis em usar as mídias sociais como meio de organização. Castells se refere a eles como “movimentos sociais em rede”.36 Embora a internet forneça um local virtual para reuniões e planejamento, os movimentos ainda precisam ocupar espaços físicos para serem notados por outros grupos e pelo Estado.37 Os espaços ocupados por movimentos sociais são essenciais para seu êxito, pois são “carregados com o poder simbólico de invadir locais do poder estatal ou instituições financeiras”.38 Esses espaços “ocupados” também criam um espaço para o debate e o envolvimento no processo político.39 É nesses locais ocupados que os movimentos sociais passam da ideologia para a ação.

Uma lição importante que devemos aprender com a Primavera Árabe e os movimentos de protesto “Occupy” é que as concepções tradicionais de limites já não definem, exclusivamente, a participação política. Esses movimentos vão muito além das definições tradicionais de campo de batalha, A Op ou ambiente operacional. Assim, ao planejarmos operações em zonas urbanas densas, é essencial considerarmos o impacto das ações sobre as comunidades mais amplas, além dos limites tradicionais que vimos no passado. As ações em uma área podem encorajar atores em uma região completamente diferente.

Conclusão

A enorme influência de áreas urbanas densas em termos de demografia, cultura, economia e política requer que o Exército se prepare para operar em cidades. A enorme complexidade das regiões urbanas requer que toda operação seja em múltiplos domínios. Os princípios básicos das operações em múltiplos domínios ajudam a entender as operações em uma região urbana densa. Quando as principais noções sobre operações em múltiplos domínios são mapeadas sobre uma estrutura para a análise de área urbana densa, as interseções resultantes fornecem revelações cruciais que os comandantes devem considerar ao atuarem em um ambiente urbano denso.

Em primeiro lugar, as cidades têm múltiplas escalas. Isso inclui tanto a geografia física quanto a geografia humana. As operações ocorrerão nos níveis subterrâneo, de superfície e acima da superfície. Além disso, as operações serão influenciadas pela economia (produção e alocação), política (penetração, participação e legitimidade) e geografias culturais (identidade) que existem dentro de uma região urbana densa e populosa.

Em segundo lugar, a definição de êxito é outro desafio nas operações modernas, especialmente nas cidades. A vitória já não é definida como derrotar uma força adversária no campo de batalha. O conflito moderno ocorre em vários níveis, e, muitas vezes, os adversários buscarão competir no nível que melhor sirva a seus interesses. Com frequência, isso se torna uma competição de legitimidade, em que vários atores tentam influenciar a população local. Isso é comumente visto como uma operação de insurgência/contrainsurgência dentro de uma área urbana densa. A visão de legitimidade tem um impacto tanto sobre a capacidade de um governo de transmitir sua mensagem à população local (penetração política) quanto sobre a participação desta última na política local.

Por fim, a dimensão da A Op aumentou significativamente na era moderna. A ascensão das comunicações modernas, em particular das mídias sociais, é especialmente significativa, conforme as informações fluem entre um centro urbano e regiões que não estão próximas da cidade. Além disso, as tentativas de tomar o controle sobre as tecnologias modernas (por exemplo, redes celulares e a internet) têm, muitas vezes, o efeito contrário ao pretendido. Em vez de colocar uma força oponente sob controle, isso muitas vezes a encoraja e estende sua influência, gerando apoio e uma atitude favorável entre forças anteriormente neutras ou aliadas, à medida que seus padrões diários são afetados pela perda de conectividade. Isso ficou especialmente evidente durante os protestos da Primavera Árabe no Egito.

O futuro da guerra é, simultaneamente, em múltiplos domínios e urbano. Em vez de considerar essas áreas separadamente, as operações urbanas têm de ser vistas como sendo intrinsecamente em múltiplos domínios. As conclusões de pesquisas sobre as operações em múltiplos domínios oferecem importantes revelações para o planejamento de operações em regiões urbanas densas.


Referências

  1. U.S. Army Training and Doctrine Command (TRADOC) Pamphlet (TP) 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028 (Fort Eustis, VA: TRADOC, 6 December 2018), p. viii-x.
  2. Robert B. Brown, “The Indo-Asia Pacific and the Multi-Domain Battle Concept”, Military Review 97, no. 5 (2017): p. 15, acesso em 20 out. 2020, https://www.armyupress.army.mil/Portals/7/military-review/Archives/English/BROWN_PRINT_The_Indo_Asia_Pacific.pdf.
  3. TP 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028, p. iii.
  4. Ibid.
  5. Daniel J. Kull, “The Myopic Muddle of the Army’s Operations Doctrine”, Military Review (Online Exclusive, 2017), p. 3, acesso em 8 set. 2020, https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2017-Online-Exclusive-Articles/Myopic-Muddle-of-Army-Ops-Doctrine/.
  6. Gary Volesky and Roger Noble, “Theater Land Operations: Relevant Observations and Lessons from the Combined Joint Land Force Experience in Iraq”, Military Review 97, no. 5 (2017): p. 22, acesso em 20 out. 2020, https://www.armyupress.army.mil/Portals/7/military-review/Archives/English/VOLESKY_Theater_Land_Operations.pdf.
  7. TP 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028, p. vii.
  8. Jeffrey M. Reilly, Multidomain Operations: A Subtle but Significant Transition in Military Thought (Maxwell Air Force Base, AL: Air Force Research Institute, 2016), p. 66.
  9. George Fust, “Multi-Domain Operations, Bad for Civil-Military Relations?”, RealClearDefense, 8 August 2019, acesso em 8 set. 2020, https://www.realcleardefense.com/articles/2019/08/08/multi-domain_operations_bad_for_civil-military_relations_114650.html.
  10. Stephen Townsend, “Accelerating Multi-Domain Operations: Evolution of an Idea”, Military Review (Online Exclusive, 2018), p. 3, acesso em 8 set. 2020, https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2018-OLE/Aug/Accelerating-MD/.
  11. Richard L. Wolfel, Amy Richmond, and Peter Grazaitis, “Seeing the Forest through the Trees: Sociocultural Factors of Dense Urban Spaces”, Urban Science 1, no. 4 (2017), https://doi.org/10.3390/urbansci1040040.
  12. Joseph La Palombara, “Distribution: A Crisis of Resource Management”, in Crises and Sequences in Political Development, ed. Leonard Binder and Joseph La Palombara (Princeton, NJ: Princeton University Press, 2016), p. 233; William Fierman, Language Planning and National Development: The Uzbek Experience (Berlin: Mouton de Gruyter, 1991), p. 6.
  13. TP 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028, p. iii.
  14. Victoria A. Lawson, “Arguments within Geographies of Movement: The Theoretical Potential of Migrants’ Stories”, Progress in Human Geography 24, no. 2 (2000): p. 173, https://doi.org/10.1191%2F030913200672491184; Wolfel, Richmond, and Grazaitis, “Seeing the Forest through the Trees”, p. 5.
  15. Wolfel, Richmond, and Grazaitis, “Seeing the Forest through the Trees”.
  16. TP 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028, p. iii.
  17. Ibid.
  18. Ibid., p. vii.
  19. Reilly, Multidomain Operations, p. 66.
  20. Anthony M. Clas, “Commanding in Multi-Domain Formations”, Military Review 98, no. 2 (2018): p. 92, acesso em 20 out. 2020, https://www.armyupress.army.mil/Portals/7/military-review/Archives/English/Clas-Commanding-Multi-Domain.pdf.
  21. Kull, “The Myopic Muddle of the Army’s Operations Doctrine”, p. 2.
  22. Fust, “Multi-Domain Operations”.
  23. TP 525-3-1, The U.S. Army in Multi-Domain Operations 2028, p. v.
  24. Conrad C. Crane, “Minting COIN, Principles and Imperatives for Combating Insurgency”, Air Space Power Journal 21, no. 4 (2007): p. 57, acesso em 20 out. 2020, https://www.airuniversity.af.edu/Portals/10/ASPJ/journals/Volume-21_Issue-1-4/2007_Vol21_No4.pdf.
  25. Frank Ledwidge, “Justice and Counter-Insurgency in Afghanistan: A Missing Link”, The RUSI Journal 154, no. 1 (2009): p. 6, https://doi.org/10.1080/03071840902818530.
  26. Stuart E. Eizenstat, John E. Porter, and Jeremy M. Weinstein, “Rebuilding Weak States”, Foreign Affairs 84 (January-February 2005): p. 136, acesso em 8 set. 2020, https://www.foreignaffairs.com/articles/2005-01-01/rebuilding-weak-states.
  27. Ibid.
  28. Kull, “The Myopic Muddle of the Army’s Operations Doctrine”, p. 3.
  29. David G. Perkins, “Multi-Domain Battle: Driving Change to Win in the Future”, Military Review 97, no. 4 (2017): p. 11, acesso em 20 out. 2020, https://www.armyupress.army.mil/Portals/7/military-review/Archives/English/MilitaryReview_20170831_PERKINS_Multi-domain_Battle.pdf. [NT: O artigo traduzido, intitulado “Combate em Múltiplos Domínios: Impulsionando a Mudança para Vencer no Futuro”, consta da edição brasileira do primeiro trimestre de 2018, https://www.armyupress.army.mil/Journals/Edicao-Brasileira/Arquivos/Primeiro-Trimestre-2018/Combate-em-Multiplos-Dominios-Impulsionando-a-Mudan%C3%A7a-para-Vencer/]
  30. Volesky and Noble, “Theater Land Operations”, p. 22.
  31. Army Techniques Publication 2-01.3, Intelligence Preparation of the Battlefield (Washington, DC: U.S. Government Publishing Office, 2019), 7-8.
  32. Richard L. Wolfel et al., “It’s in There: Rethinking (?) Intelligence Preparation of the Battlefield in Megacities/Dense Urban Areas”, Small Wars Journal, acesso em 19 out. 2020, http006812s://smallwarsjournal.com/jrnl/art/it%E2%80%99s-in-there-rethinking-intelligence-preparation-of-the-battlefield-in-megacitiesdense-urb.
  33. Manuel Castells, Networks of Outrage and Hope: Social Movements in the Internet Age (New York: John Wiley & Sons, 2015), p. 62.
  34. Ibid.
  35. Ibid., p. xiv.
  36. Ibid., p. 2.
  37. Ibid.
  38. Ibid.
  39. Ibid., p. 11.

Richard Wolfel, Ph.D., é professor de Geografia e catedrático de Competência Intercultural no Centro de Idiomas, Culturas e Estudos Regionais e no Departamento de Geografia e Engenharia Ambiental da Academia Militar dos EUA. Tem doutorado pela Indiana University, Bloomington, mestrado pela University of Cincinnati e licenciatura pela West Chester University of Pennsylvania. Wolfel publicou extensivamente em diversas revistas sobre os temas do nacionalismo e ambiente urbano edificado, estruturas de liderança urbanas, avaliação de competência intercultural e cenários pós-soviéticos

Amy Richmond, Ph.D., é professora de Geografia na Academia Militar dos EUA. Sua pesquisa se concentra nas interações entre os recursos ambientais e o bem-estar humano. Richmond concluiu o doutorado em Geografia pela Boston University, concentrando-se nas conexões entre recursos ambientais e crescimento econômico. Concluiu o mestrado em Estudos Energéticos e Ambientais pela Boston University e o bacharelado pela State University of New York College of Environmental Science and Forestry, onde se especializou em Ecologia de Sistemas.

O Ten Cel Jason Ridgeway, Ph.D., Exército dos EUA, é professor no Departamento de Geografia e Engenharia Ambiental da Academia Militar dos EUA. Concluiu o doutorado pela Texas A&M University, o mestrado pela University of Georgia e o bacharelado pela Texas A&M University. Durante sua carreira, o Ten Cel Ridgeway serviu na 101ª Divisão Aeroterrestre, 173ª Brigada Aeroterrestre e 2ª Divisão de Infantaria.

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Segundo Trimestre 2021